Doze países podem “perder” quase 5 milhões de mulheres na próxima década

Desde a década de 1970, os abortos em função do género na China, na Índia e noutras dez nações impediram o nascimento de 23 a 45 milhões de mulheres. Um novo estudo prevê que esses países percam mais 4,7 milhões até 2030.

Num novo estudo, publicado na BMJ Global Health e citado pelo Science Alert, os investigadores usaram um modelo baseado em 3,26 mil milhões de registos de nascimento de 204 países, tendo identificado 12 nações com fortes evidências de uma proporção de género distorcida e 17 em risco de seguir essa mesma direção,

As 12 nações com uma proporção de género distorcida mostram sinais de recuperação, especialmente a China e a Índia, com o governo a oferecer incentivos para o nascimento de mulheres e restrições ao aborto seletivo. Contudo, o modelo prevê que essas nações percam 5,7 milhões de mulheres até 2100.

Nesses dois países, os homens atualmente superam as mulheres em cerca de 70 milhões, um houve um aumento da violência, do tráfico de mulheres e da prostituição. O cientistas referiram que é preciso agir imediatamente para reequilibrar a balança em lugares como a China, a Índia, a Albânia, a Arménia, o Azerbaijão e o Vietname.

Se outros países com preferência por filhos em vez de filhas – como a Nigéria, o Paquistão, o Egito, a Tanzânia e o Afeganistão – começarem a distorcer as suas proporções de género, o modelo prevê que sejam “perdidas” mais 22 milhões de mulheres até 2100. As nações da África Subsaariana poderiam contribuir com mais de um terço.

Embora o aborto dê às mulheres a decisão sobre a gravidez, essa escolha também pode ser ditada por normas sociais. Em algumas culturas, apenas os homens podem trabalhar, manter a linhagem familiar ou cuidar dos pais idosos. Noutros locais, as mulheres não podem trabalhar ou possuir bens e, em certos casos, precisam de um dote para casar.

Além do aborto baseado no género, os investigadores apontaram o infanticídio feminino e a falta de saúde feminina como outras das razões para o desaparecimento de milhões de mulheres em todo o mundo.

“Essas descobertas sublinham a necessidade de monitorizar [a proporção de sexos no nascimento] em países com preferência por filho e abordar os fatores por trás da persistência do preconceito de género nas famílias e instituições”, escreveram os autores.

  Taísa Pagno //

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