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Afinal, o dinheiro pode mesmo comprar felicidade, sugere um estudo

Um novo estudo sugere que o dinheiro pode mesmo comprar felicidade e que não há propriamente um limite à alegria que este nos traz. No entanto, os investigadores realçam que dinheiro não é tudo.

Enquanto o velho ditado diz que dinheiro não compra felicidade, vários estudos determinaram que quanto mais o salário aumenta, mais felizes ficamos, até 75 mil dólares por ano. Depois de atingir esse limite, um rendimento maior não faz a diferença.

Estes estudos mostravam que o dinheiro traz felicidade na medida em que permite atender às necessidades básicas de um ser humano, mas que ter mais dinheiro do que isso não importa. Assim, Elon Musk e Jeff Bezos, que são bem mais ricos do que nós, não seriam tecnicamente mais felizes.

Um novo estudo publicado esta semana na revista científica PNAS vem deitar por terra essa ideia. Os investigadores garantem que o limite de 75 mil dólares é uma fantochada e que quanto mais dinheiro temos, mais felizes somos.

“Não houve nenhuma evidência de um limite de rendimento em que o bem-estar sentido divergisse, sugerindo que salários mais altos estão associados a sentir-se melhor no dia-a-dia e a estar mais satisfeito com a vida em geral”, escrevem os autores, citados pela VICE.

A equipa de investigadores liderada por Matt Killingsworth, da Universidade da Pensilvânia, recolheu mais de 1,7 milhões de amostras retiradas de mais de 33 mil adultos empregados nos Estados Unidos. Isto foi possível graças a uma aplicação chamada “Track Your Happiness”.

“O modo como funciona é que as pessoas são notificadas em momentos aleatórios enquanto fazem as suas vidas. Depois eu faço-lhes algumas perguntas sobre a sua experiência, pouco antes daquele momento, como eles se sentem, o que estão a fazer e uma variedade de outras coisas”, explicou Killingsworth à VICE.

O estudo de Killingsworth está focado no bem-estar experienciado, que é um indicador de felicidade medido no momento e que é completamente subjetivo e enraizado no tempo e lugar em que uma pessoa é questionado sobre isso.

As descobertas deste novo estudo mostram que a felicidade não se fica pelo patamar dos 75 mil dólares. O bem-estar experienciado continua a aumentar à medida que o rendimento aumenta.

Ainda assim, o investigador realça que o dinheiro não é tudo e que a busca pela riqueza em si não é um meio para a felicidade.

  Daniel Costa, ZAP //

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