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Detroit está a processar manifestantes do movimento Black Lives Matter

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Tannen Maury / EPA

O estado norte-americano de Detroit apresentou um processo judicial contra manifestantes do movimento antirracismo Black Lives Matter por “conspiração civil”.

Detroit, assim como outros estados norte-americanos, processou o seu governo local devido à resposta violenta das autoridades policiais durante os protestos do movimento Black Lives Matter. Os manifestantes pediram a um juiz federal que proibisse a polícia de usar “ferramentas de força excessiva”, como armas químicas, canhões sonoros e balas de borracha.

Em resposta, Detroit negou todas as acusações e, por sua vez, processou manifestantes do movimento antirracista por “conspiração civil”, escreve o The Intercept, “para perturbar a paz, envolver-se em condutas desordeiras, incitar motins, destruir bens públicos” e resistir a ordens policiais, entre outros “atos ilegais”.

Detroit tentou retratar a sua tática legal como sendo rotina, mas não tardaram a surgir críticas à sua estratégia. A deputada Rashida Tlaib, por exemplo, classificou-a como “um ataque impensável aos direitos constitucionais”.

Há ainda quem defenda que esta é mais uma tentativa de usar o sistema legal como arma para suprimir o movimento Black Lives Matter, que ganhou força com a morte de George Floyd, em maio deste ano, em Minneapolis, Minnesota.

“Estes ataques contra nós são uma forma de tentar minimizar a nossa capacidade de ir à ofensiva e exigir transparência e responsabilidade”, disse Tristan Taylor, manifestante e uma das autoras do processo legal apresentado contra Detroit. “Esta é apenas uma maneira de dizer às pessoas: ‘Este não é um lugar onde vocês podem levantar a vossa voz'”.

“É apenas mais uma tentativa descarada de nos silenciar e intimidar”, disse Lauren Rosen, uma organizadora do protesto Detroit Will Breathe. “Exceto que agora eles querem fazer isso através dos tribunais em vez de nas ruas”.

  Daniel Costa, ZAP //

3 Comments

  1. Se o BLM é para ‘fazer valer os direitos’ da referida população, no site, que já foi retirado, o manifesto não teria o que têve.

    No seguimento um movimento que se diz proteger uma determinada população, como é que os manifestantes causaram motins, assaltos a lojas (incluindo da população negra) entre outros acatos.

    Existe uma grande inconsistência, ilogicidade e inpunidade — e isto é ser bastante brando.

    Manifestar é diferente de “atentar.”

    A violação da lei “é cega” — parece-me simples, ainda que não simplista.

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