Autoridades descartam participação da milícia “Escritório do Crime” no caso Marielle Franco

(dr) Nossa Política

A vereadora brasileira Marielle Franco

O envolvimento da milícia conhecida como “Escritório do Crime” no homicídio da vereadora e ativista Marielle Franco chegou a ser investigado, mas foi descartado pela polícia brasileira.

O delegado brasileiro Daniel Rosa, da cidade do Rio de Janeiro, afirmou esta terça-feira que o grupo miliciano conhecido como “Escritório do Crime” não tem qualquer envolvimento na morte da ativista Marielle Franco.

Em entrevista à TV Globo, Daniel Rosa afirmou que a participação do grupo no crime “foi uma das linhas de investigação. Essas pessoas foram investigadas, e concluiu-se que no momento da execução da vereadora [Marielle Franco], elas estavam no restaurante aqui na Barra da Tijuca matando o Marcelo Diotti”.

Esta terça-feira, as polícias do Rio de Janeiro realizaram uma operação contra líderes do “Escritório do Crime” numa investigação sobre o homicídio de Marcelo Diotti da Mata, também ocorrido em março de 2018, e na tentativa de execução de um polícia reformado.

Até estes esclarecimentos, o grupo criminoso ainda era considerado suspeito de envolvimento no assassínio de Marielle Franco.

Os agentes da polícia do Rio de Janeiro cumpriram seis mandados de prisão, além de 31 mandados de busca e apreensão em vários pontos da cidade. Segundo o jornal O Globo, o principal alvo era Leonardo Gouvea da Silva, conhecido como ‘Mad’, que foi preso em casa e que negou imediatamente qualquer ligação à morte da ativista.

Investigadores acreditam que “Mad” terá chefiado um grupo que assassinou o empresário Marcelo Diotti da Mata, na zona Oeste do Rio de Janeiro, no dia 14 de março de 2018, o dia da execução de Marielle Franco.

Investigadores chegaram a relacionar os casos, mas como os crimes aconteceram em áreas distantes e, praticamente à mesma hora, descartaram agora publicamente essa hipótese.

A execução a tiro de Marielle Franco e do seu motorista, Anderson Gomes, ocorrida em março de 2018, gerou um grande choque no Brasil e no mundo. A vereadora, negra, homossexual e de uma favela destacou-se pelo seu trabalho como defensora dos direitos humanos e pelas suas denúncias contra a violência policial no Rio de Janeiro.

As investigações à sua morte continuam a decorrer, tendo sido para já detidos os dois alegados autores materiais, faltando ainda determinar quem foi o autor moral do ato.

Lusa // Lusa

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