Defesa de Ghislaine Maxwell denuncia abusos na prisão

JSM / APAV

A socialite Ghislaine Maxwell, acusada de crimes de tráfico sexual relacionados com a Jeffrey Epstein, está a ser tratada da mesma forma que outras reclusas no estabelecimento em Brooklyn, informou a agência federal que regula as prisões.

Segundo noticiou a Reuters na terça-feira, numa carta divulgada no dia anterior, a agência federal rejeitou as alegações dos advogados de Maxwell – que afirmam que a mesma tem sido sujeita a condições indevidamente restritivas -, indicando que esta “continua de boa saúde”, apesar de um surto de covid-19 no Centro Metropolitano de Detenção.

A agência informou que lhe são servidas três refeições por dia e que a mulher mantém o seu peso, cerca de 60 quilos, tem acesso a momentos recreativos, a computadores e a televisão, podendo trabalhar na sua defesa durante grande parte do dia.

Maxwell foi detida em julho, quando se declarou inocente face às acusações de ter ajudado Epstein a recrutar e abusar de raparigas menores nos anos 1990 e também quanto à acusação de perjúrio. Os advogados dizem que a mulher tem sido “procurada de forma excessiva e invasiva”, e acordada a cada 15 minutos para garantir que está viva.

Os detidos, continuou a agência, “estão sujeitos a buscas, incluindo scanners corporais” e os funcionários da cadeia verificam as celas durante a noite com lanternas “para garantir que os detidos ainda respiram e que não estão em perigo”.

A defesa deverá apresentar até terça-feira um novo pedido de fiança, estando o seu julgamento agendado para Julho de 2021.

  ZAP //

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