Decreto anti-imigração deve ser retirado “o mais depressa possível”, diz Guterres

UN Geneva / Flickr

O Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados, António Guterres

O Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados, António Guterres

O secretário-geral da ONU considerou esta quarta-feira que a proibição de entrada nos EUA de cidadãos de diversos países, decretado por Donald Trump, viola “princípios básicos” e deve ser eliminado “o mais depressa possível”.

“Esta não é a maneira de proteger os Estados Unidos ou qualquer outro país em relação às preocupações sérias que existem sobre a possível infiltração de terroristas”, disse hoje António Guterres na sede da ONU.

“Não são efetivas se o objetivo é realmente evitar a entrada de terroristas” e, por isso, “devem ser retiradas o mais depressa possível”.

No discurso que proferiu na reunião da União Africana (UA), no início desta semana, Guterres já tinha deixado um sinal a Trump de que não concordava com estas medidas.

“As fronteiras africanas permanecem abertas para aqueles que precisam de proteção quando muitas fronteiras estão fechadas, incluindo as dos países mais desenvolvidos do mundo”, afirmou na altura.

A ordem assinada na última sexta-feira proibiu a entrada no país de todos os refugiados por um período mínimo de 120 dias e a de cidadãos de sete países – Irão, Iraque, Líbia, Somália, Sudão, Síria e Iémen – durante 90 dias.

A primeira-ministra britânica, Theresa May, também já reagiu, considerando que esta proibição temporária é “fraturante e errada”.

“Sobre o decreto que o Presidente Trump apresentou, este governo pensa ser claro que essa política é errada“, disse aos deputados britânicos, em resposta ao líder da oposição trabalhista, Jeremy Corbyn. “Pensamos que é fraturante e errada”, acrescentou.

A governante fez questão de sublinhar que não soube da intenção de Trump antes do anúncio oficial, feito no mesmo dia em que foi recebida na Casa Branca.

“Se [Corbyn] me pergunta se tive conhecimento prévio da proibição de refugiados, a resposta é não. Se me pergunta se tive conhecimento prévio de que o decreto podia afetar cidadãos britânicos, a resposta é não“.

A proibição suscitou críticas em todo o mundo, incluindo da União Europeia e de vários países aliados, bem como vários protestos dentro do país.

ZAP // Lusa

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3 COMENTÁRIOS

  1. O Obama assinou o Visa Waiver Program Improvement e Terrorist Travel Prevention Act e ninguém bufou.
    Acham que a lista de países foi da autoria do Trump? Pelos vistos não.
    E as pessoas não estão bem informadas, pois pensam que todos os muçulmanos estão banidos dos EUA. Não, não estão. Pura falácia. Há países muçulmanos que estão livres do ban. Os media deviam informar melhor as pessoas mas limitam-se a repetir notícias que vêm de outros lados… Todos repetem o mesmo.

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