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Este crustáceo tem o soco mais potente do reino animal. E já se sabe como as suas patas “aguentam”

prilfish / Flickr

O crustáceo tamarutaca (Stomatopoda) tem o soco mais potente do reino animal

Cientistas descobriram que este crustáceo tem um revestimento de nanopartículas resistente ao impacto que lhe permite ter o soco mais potente do reino animal.

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De acordo com o site Science Alert, este crustáceo da ordem Stomatopoda, chamado de tamarutaca ou de lacraia-do-mar, mede apenas cerca de 10 centímetros de comprimento, mas isso não o impede de ser o detentor do soco mais potente do reino animal (estamos a falar de 23 metros por segundo, o que cria 1500 newtons de força por soco).

“Imagine socar uma parede algumas milhares de vezes a estas velocidades e não partir o pulso. É bastante impressionante e fez-nos pensar como é que isto é possível”, declarou David Kisailus, investigador da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, e um dos autores do estudo publicado, a 17 de agosto, na revista científica Nature Materials.

Uma análise mais detalhada permitiu aos cientistas descobrir que este animal tem um revestimento de nanopartículas resistente ao impacto que lhe permite socar de forma imprudente, enquanto o revestimento faz o trabalho duro de absorver e dissipar energia.

A equipa usou algumas técnicas para obter uma visão muito próxima da superfície das garras que servem de ‘punhos’ à espécie de tamarutaca Odontodactylus scyllarus e descobriu que o seu revestimento é feito de uma matriz densa de um mineral chamado hidroxiapatita formado numa estrutura nanocristal.

Quando estes ‘punhos’ são atingidos contra uma determinada superfície, a própria hidroxiapatita gira, mas a estrutura nanocristal quebra-se e, depois, reforma-se lentamente.

“Em taxas de deformação relativamente baixas, as partículas deformam-se quase como um marshmallow e recuperam quando o stress é aliviado”, explicou Kisailus, enquanto em alta deformação, “as partículas endurecem e quebram nas interfaces nanocristalinas”.

Segundo o mesmo site, este mecanismo é realmente impressionante, superando muitos materiais de engenharia em aspetos como rigidez e amortecimento, e poderia ter algumas aplicações incríveis no futuro.

“Podemos imaginar formas de projetar partículas semelhantes para adicionar superfícies de proteção aprimoradas para usar em automóveis, aeronaves, capacetes de futebol e armaduras corporais”, exemplifica o investigador.

  ZAP //

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