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Criança morre na Argentina por parasita que lhe “comeu” o cérebro

USCDC / Wikimedia

Parasita Naegleria fowleri, conhecido como a ameba que “come cérebros”

Uma criança de oito anos morreu, na Argentina, depois de uma ameba lhe ter consumido o tecido cerebral. Acredita-se que a ameba tenha chegado à Argentina devido às alterações climáticas globais.

A ameba é um microrganismo que entra no corpo humano pelo nariz com o intuito de se reproduzir nos tecidos nasais. Quando fica sem espaço, este parasita invade os nervos responsáveis pelo olfato, chegando assim ao cérebro, onde invade as membranas que revestem e protegem o sistema nervoso central.

Na Argentina, um menino de oito anos morreu depois de ter apanhado o parasita. A criança morreu em fevereiro de 2017, mas o caso só agora foi conhecido. De acordo com o Observador, que cita o jornal Clarín, este é a primeira vítima mortal na Argentina de meningoencefalite amebiana primária.

A meningoencefalite amebiana primária é uma infeção provocada pela ameba da espécie Naegleria fowleri, conhecida como “ameba come-cérebros”. Este parasita encontra-se em cursos de água doce infetados, aloja-se no organismo e causa meningite e encefalite muito graves.

A criança ficou infetada depois de ter nadado na lagoa Mar Chiquita. Os sintomas manifestaram-se ao fim de poucos dias. O menino começou por sofrer de febre, dores de cabeça e vómitos, intolerância à luz e aos ruídos e, mais tarde, manifestou sinais de meningite.

À medida que a doença foi avançando, começou a ter falhas respiratórias e a manifestar sinais de degradação das capacidades sensitivas e a ter convulsões. A criança argentina acabou por falecer cinco a sete dias depois de ter contraído o parasita.

De acordo com Patricia Barisich, diretora do Hospital Abraham Piñero de Junin, este “é um caso isolado, esporádico, não há um padrão de epidemia de frequência”. Segundo o Relatório Epidemiológico de Córdoba, citado pelo mesmo jornal, quando o parasita Naegleria fowleri infeta as pessoas, provoca a morte em 97% dos casos.

Esta doença tem um alto grau de mortalidade. Os EUA registaram 129 casos entre 1962 e 2013, e só duas pessoas sobreviveram.

O parasita em causa encontra-se em cursos de água doce infetados, vive em lagos e rios, águas geotermais, águas residuais ou em piscinas que não são tratadas com cloro. Ainda assim, como só se costuma desenvolver melhor em águas com temperaturas amenas que não ultrapassem os 46ºC, é quase impossível encontrá-la em águas frias e sobrevive pouco tempo em águas quentes.

Dado que a ameba só costuma infetar o corpo humano se entrar pelo nariz em altas pressões, o relatório explica que nadar horizontalmente, mesmo em águas contaminadas, constitui uma menor probabilidade de contrair a doença.

  ZAP //

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