Australiano diz ser o criador da Bitcoin — mas terá destruído intencionalmente as provas

Há vários anos que Craig Wright defende que é o criador da Bitcoin. O australiano diz, no entanto, que destruiu intencionalmente um disco rígido com as provas.

Satoshi Nakamoto é o pseudónimo usado pelo criador ou criadores da Bitcoin. A identidade de Satoshi Nakamoto não é conhecida publicamente. Uma das primeiras grandes investigações públicas terminou com Dorian Nakamoto sendo identificado como o criador da Bitcoin, mas o próprio recusa a alegação.

Nakamoto tem entre 750.000 e 1.100.000 bitcoins. Em novembro de 2021, quando a Bitcoin atingiu o seu valor mais alto (68.000 dólares), isso teria feito o seu património líquido chegar aos 73 mil milhões de dólares, o que o tornaria a 15.ª pessoa mais rica do mundo à data.

Enquanto Dorian Nakamoto rejeita o título de criador da Bitcoin, há quem alegue ser o génio por trás desta criptomoeda — mesmo que os seus argumentos não sejam os mais sólidos. É este o caso do programador informático Craig Wright.

O australiano, escreve a Futurism, diz ser o criador da Bitcoin, mas terá “pisado o disco rígido” que continha as provas.

As declarações de Wright foram feitas na semana passada num tribunal norueguês, durante um julgamento por difamação.

A incapacidade de Wright de sustentar as suas alegações com evidências credíveis é a questão central do seu julgamento, uma das duas batalhas legais simultâneas entre Wright e Magnus Granath por uma série de tweets de 2019, em que o norueguês acusa Wright de ser um “burlão” e uma “fraude”.

Wright argumenta que o incidente com o disco rígido torna “incrivelmente difícil” provar criptograficamente que ele é o criador do Bitcoin — algo que tem vindo a reivindicar, sem sucesso, desde 2016.

De acordo com o portal CoinDesk, Wright tentou provar que era Satoshi em 2016, demonstrando “provas” de que controlava as chaves privadas de Satoshi.

No entanto, Wright já não está a tentar convencer o tribunal de que é Satoshi com evidências criptográficas. O australiano diz ter destruído intencionalmente a sua única prova, logo após uma tentativa de suicídio em maio de 2016. O programador diz também agora que a prova criptográfica é inconclusiva e que “a identidade não está relacionada com as chaves privadas”.

Destruir o disco rígido, disse Wright ao tribunal de Oslo, era “a única maneira” de evitar ser forçado a provar a sua identidade criptograficamente. Wright “recusou-se” a fazê-lo porque daria aos seus críticos “a saída mais fácil”.

“Eu não queria encorajar os argumentos de que é preciso as chaves”, disse Wright quando questionado se destruiu o disco rígido de propósito. “Sim, poderia dizer que isso é um risco, mas acho que é a coisa mais importante que fiz na minha vida”.

Em essência, Wright está a processar Magnus Granath por difamá-lo na internet, resultando em supostas ameaças de morte. De acordo com o Granath, conhecido no Twitter como “Hodlnaut”, foi Wright que criou o seu próprio problema ao autoproclamar-se como criador da Bitcoin.

  Daniel Costa, ZAP //

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