Cravinho: insinuações provam “nada”. PSD pede a saída do ministro

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João Cravinho

O ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho, recusou esta terça-feira aceder ao pedido do PSD para que se demita, devido ao caso da derrapagem das obras do Hospital Militar de Belém. Disse ainda ver “muitas insinuações” por parte do PSD, mas “nada” que o faça deixar o Governo.

“Vejo muita jactância mas, em termos concretos, nada”, referiu, citado pelo Jornal de Notícias, durante a comissão parlamentar de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas. A derrapagem de 750 mil euros para 3,2 milhões ocorreu quando Cravinho tutelava a pasta da Defesa.

O deputado do PSD João Montenegro tinha afirmado, minutos antes, que o ministro “não tem condições” de se manter no cargo, porque embora tivesse garantido ao Parlamento que não tinha tido conhecimento da derrapagem das obras, “afinal sabia” da situação. Cravinho apenas respondeu: “quer concretizar? Gostava de ouvir”.

Já a deputada Paula Cardoso, também do PSD, afirmou acreditar que Cravinho não autorizou a derrapagem, mas duvidou que essa autorização não lhe tenha sido solicitada. “Foi informado, a informação gera conhecimento e o conhecimento gera responsabilidade”, notou.

Gomes Cravinho ironizou acerca da criatividade na “análise jurídica” que os sociais-democratas fizeram do caso, argumentando ainda que o ofício que, na altura, lhe foi enviado sobre a derrapagem não é, “em nenhuma circunstância”, um pedido de autorização.

Para isso, seria necessário que o documento em causa tivesse “uma cabimentação, uma identificação de fonte de financiamento e um compromisso associado à cabimentação”, indicou. Gomes Cravinho contestou a ideia de que a ausência de resposta da sua parte signifique que, “tacitamente”, a derrapagem estaria aprovada.

O deputado André Ventura, do Chega, também considerou que o ministro “já não deveria estar” no Governo, declarando estar convencido de que Gomes Cravinho deu autorização para a derrapagem e que este “mentiu” ao Parlamento quando disse não ter sido informado de que os custos da obra iriam resvalar.

“Eu não disse isso”, referiu o ministro, acusando o líder do Chega de estar a fazer “um esforço claro para baralhar as pessoas” e que, mais do que “achar” que houve mentira, “é preciso mostrar.

  ZAP //

1 Comment

  1. E formidável de constar que neste Universo de Pulhiticos Governantes , quando vem a tona “casos e casinhos” como lhe chama o Ti Costa , nenhum sabia de nada , outros sofrem de amnesia seletiva e culpan-se mutuamente como garotos na Escola ! …… Podem continuar a vigarizar , mas sem a minha bênção !

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