António Costa admite congelar salários do setor público

Mário Cruz / Lusa

O primeiro-ministro, António Costa

António Costa admite congelar os salário no Estado em 2021. O primeiro-ministro confessa que não pode assumir o cumprimento desse objetivo devido à inflação negativa.

O primeiro-ministro admitiu, em entrevista ao semanário Expresso, continuar a aumentar o salário mínimo no próximo ano e criar um rendimento excecional por causa da pandemia, mas adia a revisão dos escalões do IRS, prevista para 2021, para os orçamentos dos anos seguintes.

O Correio da Manhã escreve este domingo que o chefe do Executivo admite congelar os salários no Estado em 2021, deixando cair a promessa de um aumento de pelo menos 1%.

“Este ano, tivemos um aumento de 0,3%, tínhamos assumido o compromisso de em 2021 haver um aumento de pelo menos 1% (a inflação prevista para este ano). Neste momento a inflação é negativa, portanto posso assumir que não vamos manter esse objetivo”, disse Costa.

“Para o ano, vamos ter de reforçar o número de contratados não só no SNS como noutros serviços do Estado. Tendo de fazer opções, vamos investir mais no aumento do número de trabalhadores do que em aumentos salariais”, acrescentou, salvaguardando que “não haverá novo congelamento das progressões e promoções”.

Em declarações ao CM, o secretário-geral da Frente Comum, Sebastião Santana, diz que não se aceitará qualquer tipo de congelamento. “Vamos continuar a lutar por um aumento mínimo de 90 euros para todos, do público ou privado”, atirou o sindicalista.

O primeiro-ministro português adiantou ainda que o salário mínimo nacional vai subir menos do que os 35 euros deste ano. “Seguramente não vamos poder ter um aumento com a dimensão que tivemos no ano passado, mas desejamos um aumento”, sublinhou António Costa na entrevista ao Expresso.

“Se houver aumento do salário mínimo, isso implicará que o vencimento mínimo na função pública terá um impulso. Mas estamos numa fase prematura, o diálogo ainda não começou”, acrescentou.

ZAP //

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14 COMENTÁRIOS

  1. Façam é uma auditoria ao Estado. Ao que é mesmo preciso existir. De certeza que não é o administrativo que está cá em baixo que é o problema. É mesmo o gajo do tacho. Acabem com o numero de pessoal no parlamento. 1/6 chega.

  2. O Costa vai comprar uma guerra, parece que não sabe que no funcionalismo público não se pode cortar só aumentar, vai comprar uma guerra como já aconteceu quando o governo quis cortar nos Juízes nesses senhores “incorruptíveis” que são eles os seres divinos neste País, nas empresas Públicas e Municipais, organismos criados pelos sucessivos governos também não podem cortar e reduzir a quantidade desses sectores porque seria uma guerra ainda maior, nós contribuintes pagamos isso tudo e ficamos felizes,mas o povo até fica feliz mantendo tudo como está se o povo se levantasse os políticos todos sejam eles Governos ou oposição tinham de mudar de vida.

  3. É preciso cortar nos funcionários do estado para suportar os privados.

    Portugal inventou um novo significado para “privado”: Funcionário pp. (público privado)
    “Funcionário e gestor que, mesmo que faça porcaria, recebe sempre do estado, mas é privado.”

    • Isso não existe!! Ou há menos Estado ou há mais qualidade!!
      Acho que depois da privatizações (águas municipais, PT, CTT, REN, ANA, etc, etc) e de se deixar funcionar as máfias, perdão, os mercados/concorrência nos sectores essenciais, já se devia ter chegado a essa conclusão…
      Mas, é olhar para a Noruega (mais Estado) ou para os EUA (menos Estado) e comparar a qualidade de TUDO…

      • Muito bem, sim e não -> menos estado no que se toca à criação de emprego por si só. Houve alguém que criticou a minha posição acerca de horas extraordinárias. Sabemos que estas horas podem ter duas faces: a) o patronado exige e não é remunerado (situação bancária) ou b) é utilizado por iniciativa do trabalhador para aumentar o ordenado. É até facilitado por não haver progressividade especial nas tabelas do IRS.
        A Lei indica claramente haver limites às horas extraordinárias. Mas ninguém se preocupa com isso. Horas extraordinárias também são inimigos da empregabilidade e criação de postos de trabalho e assim são associais se em excesso constante.

        Depois ao nível de serviços claramente com vocação para ser gerido pelo estado e poderes locais, guio-me sempre pelo jogo do Monopólio onde é retratada a situação americana. Agua, Electra, Saúde, etc e até certas partes de implementação do poder estatal (prisões) estão aí nas mãos de privados. Na minha vivência já vimos aqui na Europa e em consequência da UE que a saúde e a electricidade caíram para privados e a agua está sob forte pressão. Portanto aí desejo mais estado.

        Sou adepto do Simplex. É importante num país onde a burocratização constante é derivado ao habito de evitar responsabilidades (a frase predilecta de qualquer responsável é: “Não sou responsável!”).

  4. Não entendo como o governo continua a dar entrevistas ao Expresso, sabe-se que o Expresso a SIC o PSD a Ordem e Sindicato dos Médicos, são tudo a mesma Coisa, como alguém diz, isto anda tudo ligado, chegam ao ponto da tal gravação que alguém roubou, quer dizer esta gente já perdeu a cabeça de tal forma que, como o Sousa Tavares diz já chega ao ato Criminoso, como ele diz este Ato é Crime, e gera a falta de confiança na Sociedade, a Ordem dos Médicos de cabeça perdida já transmite MEDO para ir a um hospital ou Clínica Privadas, com a ganância de querer a todo o custo desastres nos serviços de Saúde começamos a Temer ir ao Médico, está em causa a Saúde, e em Caso Políticos quando começa a valer tudo.

  5. E já agora porque não repor o horário das 40 horas? Que é que são a mais os funcionários públicos em relação aos privados? Discriminação é do que se trata!

    • Concordo!
      Não que se faça mais (e melhor) em 40h (vs 35h), mas, se é para uns, tem que ser para todos!!
      Nunca percebi porque o Cavaco criou essa aberração das 35h, porém uma coisa é certa: se fosse assim tão fácil de acabar com isso, o Passos teria tratado disso no tempo da troika (onde valia tudo)… se não o fez na altura, agora não vai ser fácil….

      • O Cavaco quando reduziu o horário foi por negociação com os Sindicatos em troca de dar mais dinheiro acordaram na redução do horário de trabalho, tão culpado foi o Cavaco como foram os sindicalistas.

  6. Que pena eu tenho, Costa, mais um que vai arrumar carros sem o aumento do salario, talvez a Geringonça faça um peditório a seu favor, ou a festa do Avante, lhe de uma boa comissão na venda dos bilhetes da entrada.

  7. O Cavaco quando reduziu o horário foi por negociação com os Sindicatos em troca de dar mais dinheiro acordaram na redução do horário de trabalho, tão culpado foi o Cavaco como foram os sindicalistas.

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