Corais em risco “vestem-se” de cores brilhantes para se salvarem

Quando sentem uma temperatura anormal no mar, os corais reagem expelindo pequenas algas que vivem nos seus tecidos. Porém, nem todos ficam sem cor. Aliás, alguns revestem-se de cores néon e brilhantes.

Muitas espécies de corais que compõem estruturas como a Grande Barreira de Coral da Austrália sobrevivem devido à sua delicada relação simbiótica com as algas que se abrigam nas suas células e fornecem energia via fotossíntese.

Quando a temperatura do mar aumenta, há uma rutura nesse relacionamento e as algas abandonam as suas casas, deixando o coral branco, murcho e em risco de morrer. Esse processo conduz a eventos de branqueamento que têm devastado a Grande Barreira de Corais da Austrália nos últimos anos.

No entanto, no que tem sido um mistério para os cientistas, alguns dos corais são abandonamos pelas suas algas não se tornam brancos, mas sim revestem-se de uma variedade de cores brilhantes.

Para estudar esse fenómeno, os cientistas da Universidade de Southampton realizaram experiências de laboratório nas suas instalações de aquários de corais, através dos quais descobriram que estes corais produzem um tipo de camada protetora de “filtro solar” que se apresenta com essas cores.



De acordo com os investigadores, na ausência de todas as algas importantes para absorver a luz, ela salta dentro do tecido coral para lhe dar uma aparência branca. Porém, quando os corais conseguem continuar com algumas das suas funções normais, a luz interna aumenta a produção de pigmentos fotoprotetores coloridos, que atuam como atração para chamar as algas de volta.

“A camada de filtro solar resultante promoverá posteriormente o retorno dos simbiontes”, explicou Jörg Wiedenmann, chefe do Laboratório de Recifes de Coral da Universidade de Southampton, em comunicado. “Quando a população de algas em recuperação começar a retomar a luz para a fotossíntese, os níveis de luz no interior do coral cairão e as células do coral reduzirão a produção dos pigmentos coloridos para o nível normal”.

Os cientistas acreditam que os corais que exibem esse comportamento provavelmente sofreram eventos de aquecimento brando ou de curta duração em vez do tipo de aumentos extremos e prolongados de temperatura que ameaçam grande parte dos recifes do mundo.

“O branqueamento nem sempre é uma sentença de morte para os corais, o animal coral ainda pode estar vivo”, disse Cecilia D’Angelo, professora de Biologia Molecular de Corais na Universidade de Southampton. “Se o evento de stresse for suficientemente leve, os corais podem restabelecer a simbiose com o seu parceiro de algas. Infelizmente, episódios recentes de branqueamento global causados ​​por água morna incomum resultaram na alta mortalidade de corais, deixando os recifes de coral do mundo a lutar pela sobrevivência”.

As conclusões deste estudo foram publicadas este mês na revista científica Current Biology.

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