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Os combustíveis fósseis são muito mais caros do que pensávamos

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Um novo estudo descobriu que as convencionais centrais movidas a combustíveis fósseis e as hidroelétricas são enormemente sobrevalorizadas pelas principais organizações de analistas do mundo.

A sobrevalorização é tanta que os biliões de dólares investidos nestas indústrias podem equivaler a uma “bolha” semelhante à do imobiliário cujo colapso desencadeou o crash financeiro de 2008, escreve a VICE.

Isto sugere que as energias renováveis são muito mais baratas do que se pensava, algo que tem sido mascarado por cálculos distorcidos baseados no chamado “Custo Nivelado da Energia” (LCOE, na sigla em inglês). O relatório do think tank RethinkX está disponível na íntegra, aqui.

Esta nova análise investiga a ciência por detrás do LCOE de uma central elétrica convencional, que basicamente mede o custo médio de geração de eletricidade na vida útil da central, incluindo os custos de construção e operação.

Os autores do relatório mostram que as avaliações LCOE convencionais para o carvão, gás, nuclear e hidroelétricas são falsas. Na realidade, a quantidade de eletricidade produzida pelas centrais elétricas decai com o tempo, em alguns casos de forma bastante dramática. Análises convencionais subestimam o custo por quilowatt-hora até 400%.

Por exemplo, embora o Departamento de Energia dos Estados Unidos diga que as centrais a carvão retêm um fator de capacidade de 80% para a totalidade da sua vida útil de 40 anos, até 2060, na realidade é muito menor, sugere o novo estudo. Os autores sugerem que, no ano passado, rondava os 40% — metade do que a agência norte-americana alega.

Isto significa que o custo real da eletricidade produzida por estas centrais elétricas é ridiculamente alto: 32,4 cêntimos por kWh — quatro vezes mais do que aquilo que diz o Departamento de Energia dos EUA.

“A nossa investigação revela as mesmas suposições erróneas sobre o fator de capacidade para gás natural, centrais hidroelétricas e nucleares estão a mostrar custos que são muito mais baixos do que realmente são”, disse o coautor Adam Dorr. “Isto faz com que essas centrais pareçam ser melhores investimentos do que seriam, considerando que o custo real de produção de eletricidade a partir dessas centrais é muito mais alto”.

Conforme o tempo vai passando, os autores preveem que o fator de capacidade vá decaindo gradualmente. Em 2030, o custo da energia gerada nestas centrais será nove vezes maior no carvão, quase cinco vezes maior no gás, quase 14 vezes maior na energia nuclear e nove vezes maior na hidroelétrica.

  Daniel Costa, ZAP //

1 Comment

  1. O custo das energias renováveis são cálculos que servem determinados senhores que não podem perder o que retiravam das energias não renováveis e então invemtam-se cálculos que dá jeito a esses senhores para continuarem a roubar os consumidores!

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