Clientes da TAP ainda têm 203 milhões de euros em vouchers

Prazos previstos foram revistos de forma a dar mais tempo aos consumidores para usufruírem dos valores.

Os passageiros com voos agendados na TAP e impedidos de voar por motivos relacionados com a pandemia da covid-19 ainda tinham, no final de 2021, 203,9 milhões de euros em vouchers. A notícia é avançada pelo jornal Público, que cita dados do relatório e contas da empresa relativo ao último ano e recentemente divulgado. Ainda assim, este valor representa uma descida face a 2020, ano em que foram emitidos vouchers equivalentes a 37,8 milhões de euros.

Aquando do início da pandemia, a companhia aérea não tinha capacidade para efetuar reembolsos em dinheiro aos passageiros que foram afetados pelos cancelamentos, tendo prolongado a validade dos vouchers e aumentado em 20% os montantes em causa. Caso os prazos iniciais se mantivessem, alguns dos vouchers já tinham caducado.

“De forma a salvaguardar o interesse dos seus clientes que foram afetados pelos cancelamentos de voos devido à covid, a TAP tem vindo a prolongar os prazos dos vouchers quando estes se aproximam do seu termo, dando mais para que possam ser utilizados”, explicou fonte oficial na altura. Desta forma, e pelo menos para já, “pode renovar ou prolongar a validade dos vouchers em função das condições do mercado”.

A falta de pagamento de reembolsos em dinheiro pelas viagens canceladas na sequência da covid-19 em 2020 motivou várias queixas e reclamações. Em junho de 2021, um relatório do Tribunal de Contas Europeu analisou a política de TAP no que respeita à pandemia. Segundo o documento, a pandemia levou ao cancelamento de “5,5 milhões de bilhetes pelas principais transportadoras que operam em Portugal (87% dos passageiros de voos ou para Portugal)”.

O TCE também afirmou que do número de cancelamentos no mercado nacional, 60% (3,3 milhões de bilhetes) “foram reembolsados aos passageiros no decurso do ano”, ficando assim por pagar outros 40%, equivalente a 2,2 milhões de passagens Os últimos dividiram-se em três grupos: 1,6 milhões de bilhetes foram convertidos em vales; outros 360 mil bilhetes são relativos a passageiros que “não reclamaram o reembolso nem encontram uma possibilidade de reencaminhamento” ; aos quais se juntam mais de 300 mil bilhetes que “não tiveram resolução até ao final do ano [2020]”.

  ZAP //

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