Cientistas pintam olhos no rabo das vacas para salvar leões

Para reduzir o número de leões mortos por agricultores em África, cientistas desenvolveram uma medida muito simples para afastar os predadores das criações de bovinos: pintar olhos no traseiros das vacas, .

A nova técnica está a ser testada por cientistas da Universidade de New South Wales (Austrália). A pesquisa foi motivada pela observação de que leões tendem a afastar-se quando as suas presas, como os antílopes, estabelecem contato visual. As experiências mostram que os leões atacam menos quando pensam que estão a ser observados.

“Os leões são animais que fazem emboscadas para caçar. Aproximam-se discretamente da sua presa e saltam-lhe para cima quando está distraída”, descreve Neil Jordan, biólogo da universidade australiana.

Na primeira vez que o biólogo percebeu o comportamento, “o antílope notou o leão. Quando o leão percebeu que foi visto, ele desistiu da caça”.

https://www.youtube.com/watch?v=syi0UkBt-jU

O uso de olhos falsos para afastar predadores está presente em várias espécies na natureza, como borboletas que têm asas com desenhos de olhos. No entanto, esta técnica nunca tinha sido testada em predadores grandes.

Numa experiência no Botswana em 2015, Neil Jordan e a sua equipa carimbaram 62 vacas e as misturaram com vacas sem o desenho.

Dez semanas depois, voltaram ao local para ver quantas tinham sido mortas pelos predadores. Todas as vacas com o carimbo ainda estavam lá, enquanto três sem o desenho tinham desaparecido.

Jordan admite que este teste é muito pequeno para eliminar resultados que poderiam ser apenas coincidência, mas a sua equipa acaba de regressar ao país para uma experiência maior com duração de três meses.

A intenção é usar rastreadores tanto nas vacas como nos leões para analisar a movimentação dos dois grupos. Assim, será possível determinar quantos encontros terminaram em caça e quantos foram interrompidos.

Estima-se que existam entre 23 mil e 39 mil leões selvagens em África, classificados como espécie vulnerável pela União Internacional para a Conservação da Natureza.

A principal ameaça é o ataque dos agricultores, que vão atrás dos felinos quando estes atacam os seus rebanhos.

“À medida que as áreas protegidas diminuem, os leões entram em maior contato com populações humanas”, explica Jordan.

Com a técnica simples, os investigadores esperam que o número de ataques de leões a rebanhos diminua e que os agricultores aprendam a conviver com os animais selvagens.

ZAP / OVdM / HypeScience

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