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Cientistas querem saber tudo sobre os mexericos

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Desde há muito tempo que os mexericos são comuns na nossa sociedade. A partir do momento em que confidenciamos alguém uma determinada informação, nunca sabemos se essa pessoa será capaz de guardar segredo ou se a vai divulgar com outras pessoas.

Nas estratégias de marketing acontece um fenómeno semelhante. Várias pessoas recomendam-nos um serviço ou produto antes de o comprarmos e, daí em diante, recomendá-lo nós próprios a outras pessoas.

Assim sendo, as bisbilhotices têm sido alvo de estudo há muito tempo, tentando compreender os sistemas sociais. Foi com este pressuposto que investigadores da Universidade de Illinois, em Chicago, estão a estudar a disseminação de doenças infeciosas e de informação.

Os resultados da investigação — disponíveis online no arXiv desde o mês passado — podem também ajudar, por exemplo, empresas de marketing a chegar um determinado público alvo.

“Mostramos que se você exigir que diferentes pessoas lhe digam alguma coisa antes de começar a assumir a informação como um facto, então a propagação da história será muito mais lenta, e alcançará uma proporção muito menor da população”, explicou a autora correspondente do estudo, Laura P. Schaposnik.

Schaposnik e a sua equipa de cientistas descobriu, assim, que apesar de não conseguirem travar a propagação de mexericos, podem controlá-la de certa forma, “exigindo que haja alguma confiança presente”.

De acordo com o Tech Explorist, os cientistas sugeriram um cenário hipotético para comprovar a utilidade do modelo: uma sociedade de 10 mil pessoas, na qual cada uma delas era democrata, republicana, independente ou politicamente agnóstica. Nesta situação, se uma pessoa ouvisse e acreditasse num mexerico de três pessoas, independentemente do tipo, na maioria das vezes as bisbilhotices iriam propagar-se mais rapidamente.

No entanto, se exigíssemos que três pessoas de diferentes orientações políticas nos contassem o rumor, “inicialmente, 250 pessoas precisariam de acreditar no mexerico até ele se espalhar para metade da sociedade ou mais”, explicou Schaposnik.

  ZAP //

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