Cientistas explicam por que são alguns exoplanetas estranhamente inclinados

NASA/JPL-Caltech, Sarah Millholland

À medida que novos exoplanetas vão sendo descobertos, o mistério adensa-se: Por que são alguns destes planetas estranhamente inclinados? Esta é a pergunta que há anos tira o sono aos cientistas, mas que pode ser respondida com uma nova investigação agora divulgada.

Durante quase uma década, os astrónomos tentaram explicar por que tantos pares de planetas fora do Sistema Solar têm uma configuração estranha: as suas órbitas parecem ter sido separadas por um poderoso mecanismo até então desconhecido.

Agora, uma nova investigação, levada a cabo por uma equipa de cientistas da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, pode ter encontrado uma justificação possível que está relacionada com a acentuada inclinação dos pólos destes planetas.

A descoberta, cujos resultados foram esta semana publicados na revista especializada Nature Astronomy, pode ter um impacto importante na forma como os cientistas estimam a estrutura, o clima e a habitabilidade dos exoplanetas quando tentam identificar planetas semelhantes à Terra.

A missão da NASA Kepler revelou que cerca 30% das estrelas são semelhantes às nossas “super-Terras” do Sol. Os seus tamanhos variam entre a dimensão da Terra e de Neptuno, tendo estes planetas órbitas quase circulares e complanares e demorando menos de 100 dias para dar uma volta à sua estrela.

Curiosamente, grande parte destes planetas existe aos pares com órbitas que estão fora dos pontos naturais de estabilidade. E é precisamente aqui que entra a obliquidade, o grau de inclinação entre o eixo de uma planeta e a sua órbita, tal como explicaram os astrónomos daquela universidade Sarah Millholland e Gregory Laughlin.

“Quando planetas como estes têm grandes inclinações axiais, em vez de pouca ou nenhuma inclinação, as suas marés são extremamente eficientes para drenar a energia orbital em direção ao calor nos planetas”, explicou Millholland, autora principal do estudo em comunicado, acrescentando que a “dissipação vigorosa das marés empurra as órbitas”.

Uma situação semelhante ocorre entre a Terra e a sua Lua. A órbita lunar está a crescer lentamente devido à dissipação das marés, mas os dias na Terra estão gradualmente a alongar-se. Tendo isto em mente, Laughlin afirma que há uma conexão direta entre a inclinação excessiva destes exoplanetas e as suas características físicas.

“[A inclinação] afeta várias das suas características físicas, como o clima, o tempo e a circulação global”, observa Laughlin, dando conta que “as estações de um planeta com grande inclinação axial são muito mais extremas das que são observadas num planeta bem alinhado, onde os padrões climáticos são provavelmente triviais”.

A equipa vai continuar a trabalhar, examinando como é que as estruturas destes exoplanetas respondem a grandes a grandes obliquidades a longo do tempo.

ZAP //

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