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Cientistas estão mesmo a um passo do elixir da juventude

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Uma equipa de cientistas russos poderão estar a poucos passos de criar o “elixir da juventude”, graças a micro-organismos de um mamute encontrados debaixo do gelo na Sibéria.

Os cientistas encontraram altas concentrações de bactérias aeróbicas activas nos restos do cérebro congelado de um mamute que foi descoberto, em bom estado de conservação, no permafrost na Yakutia, no noroeste da Sibéria.

O mamute encontrado em 2009 nas ilhas da Nova Sibéria teve as condições de conservação ideais: caiu num poço com água, que se congelou e nunca mais descongelou.

A equipa de cientistas, liderada pelo professor de Ciências Médicas Víctor Cherniavski, efectuou um estudo do efeito destes micro-organismos na qualidade de vida de animais hospedeiros.

Segundo Cherniavski, os micro-organismos foram capazes de estimular a vitalidade de cobaias de laboratório, tendo inclusivamente conseguido que se reproduzissem em idade bastante avançada.

“É provável que os mesmos ensaios, em humanos, venham a ter os mesmos efeitos estimulantes”, disse Víctor Cherniavski à agência TASS.

O cientista destacou a grande estabilidade do material genético destes micro-organismos, que terão sobrevivido 20.000 a 40.000 anos no permafrost, o gelo permanente da Sibéria.

“Os nossos estudos sugerem que grupos isolados destes micro-organismos conseguem sobreviver no permafrost e preservar a capacidade de produzir substâncias biológicas activas”, acrescentou o cientista.

“Temos agora que encontrar forma de aplicar o efeito destes organismos a seres humanos”, conclui Cherniavski.

Cientistas espanhóis prolongam a vida em laboratório

Também uma equipa de cientistas espanhóis parece estar em vias de desenvolver o ansiado elixir da juventude – pelo menos, em animais de laboratório, cuja esperança de vida foi prolongada em 65%.

A “poção mágica” foi descoberta acidentalmente, durante uma investigação de uma equipa de cientistas da Universidade de Oviedo sobre medicamentos para doenças raras associadas ao envelhecimento prematuro.

Segundo o estudo, publicado na revista Nature Cell Biology, uma solução com moléculas experimentais injectada em cobaias de laboratório bloqueou a acção de uma proteína que inibe a formação de células estaminais.

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Segundo os cientistas, este resultado é impressionante, uma vez que os dois fármacos não apenas ajudaram a aliviar os efeitos do envelhecimento precoce, como até rejuvenesceram as células do organismo.

De acordo com as estimativas dos investigadores, se este tratamento puder ser aplicado com sucesso a seres humanos, a esperança de vida do Homem poderia subir para cerca de 135 anos.

ZAP / RT

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