Cientistas estão há uma semana no Ártico cercados por ursos polares

Victor Nikiforov / WWF Rússia

Os ursos polares não costumam atacar humanos, mas casos como este têm-se tornando mais frequentes

Os ursos polares não costumam atacar humanos, mas casos como este têm-se tornando mais frequentes

Os ursos polares estão entre os maiores predadores do mundo e encontram no Ártico espaço para viver livremente. Mas a presença de 5 destes animais está a provocar apreensão nos cientistas de uma estação meteorológica na ilha de Vaygach, no extremo norte da Rússia.

Os ursos cercaram a estação, e há quase uma semana que mantêm um grupo de investigadores isolado dentro do edifício.

Segundo a secção russa da ONG ambiental WWF, que acompanha o caso, o governo russo prometeu ajudar a resolver a situação.

“Não é um problema que estes ursos polares estejam aqui, é o seu território. O problema é que os cientistas não têm o equipamento necessário para evitar um ataque dos ursos”, explicou à BBC o investigador Victor Nikiforov, da WWF.

Os ursos polares, como os que se vêem das janelas da estação, pesam em média 460 quilos e podem chegar a 2,60 metros de comprimento. Além disso, são muito ágeis e podem saltar até 3,65 metros.

Victor Nikiforov / WWF Rússia

Os cientistas não têm armas nem equipamentos para afugentar os ursos

Os cientistas não têm armas nem equipamentos para afugentar os ursos

O grupo de pesquisa meteorológica, constituído por duas cientistas e um mecânico, interrompeu a medição de temperaturas marítimas, que realizavam duas vezes por dia, depois de terem visto dois dos ursos a lutar por comida.

Os investigadores tentaram afugentá-los com very-lights, sem sucesso.

Os animais estão em busca de alimento no seu habitat natural, e não é vulgar que ataquem humanos.

Mas os investigadores têm registado um aumento de casos de ataques de ursos polares nos últimos anos e acreditam que as mudanças climáticas têm forçado estes animais a explorar terras afastadas do seu habitat natural.

Sem armas ou equipamentos para afugentar os animais, só resta agora aos cientistas que vivem na estação meteorológica esperar por auxílio – ou que os ursos desistam do cerco.

ZAP / BBC

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2 COMENTÁRIOS

  1. Há centenas de milhares de anos afugentavam-se os predadores com recurso ao fogo. Alguém diga isso às duas cientistas e ao mecânico.

  2. “…mantêm um grupo de investigadores…” Afinal, são só duas cientistas e um mecânico. Felizmente não têm armas. Se lhes derem de comer, os ursos não atacam!

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