Cientistas descobriram quando é que o Sol vai começar a comer planetas e morrer

M.Weiss / CXC / NASA

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É inevitável: o Sol vai converter-se numa estrela gigante vermelha e começar a “comer” os planetas do Sistema Solar. Mas a Agência Espacial do Cazaquistão revelou agora, em comunicado, quando é que isso vai acontecer.

O Sol que conhecemos, com a sua aparência actual, vai durar mais 1.000 milhões de anos. Após este tempo, vai começar a transformar-se numa estrela gigante vermelha e começar a “engolir” os planetas do Sistema Solar.

A informação foi adiantada em comunicado pela Kazkosmos, a agência espacial do Cazaquistão, responsável pela gestão do famoso Cosmódromo de Baikonur.

Segundo a RT, a agência baseou os seus cálculos em estudos fotométricos de longo prazo e na análise de pulsações de estrelas que se encontram no fim da sua trajectória evolutiva, desenvolvidos pelo Instituto de Astrofísica Fesenkov, no Cazaquistão.

Durante mais de um ano, o Instituto realizou uma série de observações de estrelas anãs brancas com o WET – Whole Earth Telescope, uma rede internacional de telescópios com dezenas de observatórios instalados em todo o Mundo.

As observações principais do estudo foram conduzidas no Observatório Astrofísico de Tien Shan, a 30 kilómetros da cidade cazaque de Almaty.

“Durante os próximos 5.000 milhões de anos, o Sol vai converter-se numa gigante vermelha, e engolir Mercúrio e Vénus”, revela o comunicado da Kazkosmos.

“Provavelmente, expandir-se-á ainda o suficiente para chegar até à órbita da Terra também”, acrescenta.

“Depois de outros tantos 5.000 milhões de anos, o Sol transformar-se-á numa anã branca, com uma temperatura de centenas de milhares de graus, e com o tamanho da Terra”, antecipa a agência.

Quando a massa de uma estrela é cerca de 4 vezes a do nosso Sol, da sua morte resulta uma estrela de neutrões; mas se for 8 ou 10 vezes maior, transforma-se num buraco negro.

Mas o nosso “pequeno” Sol, ao transformar-se apenas numa anã branca, dá ao nosso sistema solar uma esperança de vida muito maior, garantem os cientistas.

Ao que parece, se sobrevivermos ao aquecimento global, só mesmo os tetranetos dos teranetos dos nossos petanetos é que terão que começar a preocupar-se com o calor a mais no quintal.

ZAP

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12 COMENTÁRIOS

  1. Estes cientistas,não tem mesmo nada para fazer. Preocupados com o que dizem ir acontecer daqui a mil milhões de anos. Quando ele se investigar a si próprio, se descubrir a si próprio,saberá que é absurdo, essa preocupação.

  2. Duvido dos tempos apresentados pelos Kazaks. O que é aceite é o Sol continuar a transformar Hidrogénio em Hélio por mais 4,5 mil milhões de anos. Só depois é que se tornará uma gigante vermelha. E depois ainda irá transformar Hélio em Carbono e Oxigénio, e finalmente entrará numa fase de pulsações, onde vai perder o envelope para uma nebulosa planetária, ficando no meio uma anã branca.
    Graças à astrofísica muita tecnologia foi desenvolvida tal como os CCDs, as técnicas de imageologia tão usadas na medicina, a PET e a ressonância magnética, o GPS, etc.

    • Caro Luís Garcia,
      Obrigado pelo seu reparo, e pela perspicácia.
      Os números estão no entanto correctos. O Sol como o conhecemos “começa a desaparecer” daqui a 1.000 milhões de anos, o processo dura 5.000 + 5.000 milhões.

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