/

Chineses da TAP querem desfazer-se de parte dos investimentos

1

Curimedia / Wikimedia

Airbus A319-111 da TAP

Depois das restrições impostas pelas autoridades chinesas, o grupo chinês HNA, com interesses na TAP, quer desfazer-se de parte dos seus ativos, que totalizam mais de 33 mil milhões de euros.

Farei o meu melhor para sair de investimentos que foram permitidos no passado, mas que já não são permitidos atualmente”, disse o diretor-executivo, Adam Tam, esta semana, durante um fórum organizado pela revista chinesa Caijing, em Pequim.

O grupo HNA está há alguns meses sob a mira das entidades reguladoras chinesas, que consideram os investimentos realizados nos últimos anos “irracionais”, nos setores imobiliário, entretenimento e desporto, onde abundam “riscos e perigos ocultos”.

As declarações de Adam Tam surgem numa altura em que a agência de ‘rating’ Standard & Poor’s avisou o grupo de que “estruturas agressivas de financiamento” estão a danificar a sua solidez financeira, colocando a dívida do HNA no nível “lixo”.

De acordo com a S&P, o grupo tem uma dívida de longo prazo de cerca de 49 mil milhões de euros, equivalente a uma dívida líquida de 6,5 vezes o lucro antes dos juros, impostos, depreciações e amortizações.

Segundo o Financial Times, os analistas manifestaram preocupações em relação ao acesso contínuo da HNA ao financiamento, que provocou um enorme aumento da dívida. Recentemente, o grupo chinês aceitou pagar uma taxa de 9% sobre um empréstimo a um ano, considerado “um custo incrivelmente alto para uma dívida de curto prazo”, explicam.

A HNA detém indiretamente cerca de 20% do capital da TAP, através de uma participação de 13% na Azul e uma participação de 7% na Atlantic Gateway.

A empresa esteve envolvida em tentativas de aquisição de 33 mil milhões de euros no mercado externo nos últimos três anos, e tem importantes participações em firmas como Hilton Hotels, Swissport ou Deutsche Bank.

Outro grupo com interesses em Portugal afetado pelas medidas de controlo ao investimento no exterior é o Fosun, maior acionista do banco Millennium BCP, que detém a seguradora Fidelidade, o grupo Luz Saúde e uma participação de 5,3% na REN – Redes Energéticas Nacionais.

Desde o início do ano, o grupo que nos últimos anos investiu mais de 15 mil milhões de dólares além-fronteiras, parou praticamente de investir fora do país.

  ZAP // Lusa

1 Comment

  1. O que? A areia que atiraram aos olhos não foi suficiente? Qual é a novidade que a TAP não dá dinheiro? Qual é a novidade que dificilmente vai conseguir competir com a EasyJet e a RyanAir?

Deixe o seu comentário

Your email address will not be published.