CE confirma candidatura da Ucrânia. Estatuto vai aproximar o país da vitória, diz Zelenskyy

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Johanna Geron / EPA Pool

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen

A presidente da Comissão Europeia (CE), Ursula Von der Leyen, confirmou esta sexta-feira que vai ser proposta ao Conselho Europeu a atribuição à Ucrânia de um estatuto de candidatura à União Europeia (UE).

De acordo com a presidente, citada pelo Observador, a Ucrânia já cumpriu “cerca de 70%” dos requisitos para aderir à UE. “Muita coisa já foi feita mas ainda há importante trabalho a ser desenvolvido”, sublinhou, afirmando “sim, a Ucrânia merece a perspetiva de integração” na UE.

A responsável revelou que teve uma conversa com o Presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy, na qual este terá indicado que mesmo que a Ucrânia não estivesse a tentar a entrada na UE as reformas exigidas seriam “boas para o país”.

A Ucrânia “deve receber as boas-vindas como um país candidato”, frisou Von der Leyen, existindo um “entendimento de que muitas reformas já foram aplicadas, mesmo permanecendo trabalho importante por fazer”, e que este “é um processo que assenta no mérito”, com os progressos a depender “inteiramente da Ucrânia”.

A CE considerou ainda que a Ucrânia “tem prosseguido o seu forte desempenho macroeconómico, demonstrando uma notável resiliência com a estabilidade macroeconómica e financeira, embora necessite de prosseguir reformas económicas estruturais ambiciosas, e aproximou-se gradualmente de elementos substanciais do acervo da UE em muitas áreas”.

Em reação, Zelenskyy escreveu no Twitter que a aprovação do estatuto de candidato vai aproximar a Ucrânia da vitória, referindo estar grato a Von der Leyen pela “decisão histórica” e acrescentando que espera um resultado positivo da reunião na Comissão Europeia na próxima semana – dias 23 e 24 de junho.

https://twitter.com/ZelenskyyUa/status/1537744991057072128?cxt=HHwWgMC-sYG7ldcqAAAA

A Moldávia recebeu também um parecer positivo por parte da CE. A entidade concluiu, citada pela agência Lusa, que “o país dispõe de uma base sólida para alcançar a estabilidade das instituições que garantem a democracia, o Estado de direito, os direitos humanos e o respeito e proteção das minorias”.

Considerou ainda que “as políticas macroeconómicas têm sido razoavelmente sólidas e têm sido feitos progressos no reforço do setor financeiro e do ambiente empresarial, embora continuem por empreender reformas económicas fundamentais”.

Já no caso da Geórgia, o outro país que apresentou a sua candidatura à adesão na sequência da invasão da Ucrânia pela Rússia, Bruxelas considerou que também dispõe de uma base para alcançar a estabilidade, mas notou que recentes desenvolvimentos “prejudicaram o progresso do país”.

O executivo comunitário observou que “são necessárias mais reformas para melhorar o funcionamento da economia de mercado” e, como conclusão, recomendou que seja dado ao país “a perspetiva de se tornar um membro” da UE, mas só lhe deve ser concedido o estatuto de candidato “uma vez abordadas várias prioridades”.

  ZAP //

1 Comment

  1. Não vai adiantar nada a entrada da Ucrânia na UE. O putin já disse que dentro de 2 anos vai conseguir conquistar toda a Ucrânia, por isso ele não está com intenções de desistir e pelo contrário está disposto a andar 2 anos em guerra para conseguir a Ucrânia para ele. A única coisa que podia ajudar a Ucrânia a vencer a guerra era entrarem para a NATO, mas aí já seria um conflito global, pois o putin iria logo usar armas nucleares.

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