Hospital processado por instalar câmaras ocultas em salas de parto. Queriam comprovar roubo de medicamentos

Mais de 80 mulheres estão a processar o Hospital Sharp Grossmont, em La Mesa, na Califórnia, devido à instalação de câmaras ocultas em três salas de parto sem o seu consentimento.

As câmaras estiveram funcionais durante mais de 11 meses e gravaram aproximadamente 1800 pacientes. As câmaras foram instaladas em julho de 2012 com o objetivo de comprovar o roubo de vários medicamentos, porém só foram retiradas em junho de 2013. As gravações eram armazenadas em computadores no hospital e algumas não requeriam senhas de acesso.

Nas imagens é possível visualizar pacientes parcialmente cobertas durante cesarianas e trabalhos de parto, e em alguns casos são visíveis os órgãos genitais das mulheres, de acordo com o Diário de Notícias.

As pacientes que surgem nas filmagens tiveram conhecimento do sucedido através de um administrador externo e exigem uma compensação monetária devido aos danos sofridos, entre eles angústia, humilhação e sentimento de impotência.

Allison Goddard, uma das advogadas das vítimas, afirma: “É uma violação de privacidade. É horrível pensar que, especialmente na era da omnipresença dos vídeos na Internet, se um deles fosse parar em mãos erradas não poderia ser controlado.”

Em comunicado, John Cihomsky, vice-presidente das relações públicas e comunicações dos cuidados de saúde do hospital, garante que “a intenção era registar apenas os indivíduos que estavam em frente aos carros da anestesia e verificar se alguém roubava os medicamentos”. Porém, Carlisle Lewis, vice-presidente sénior e conselheiro geral dos cuidados de saúde do hospital, reconhece que “alguns dos vídeos mostram as pacientes num estado vulnerável, sob anestesia, expostas e submetidas a procedimentos médicos”.

Entretanto, as suspeitas do hospital relativamente aos furtos foram confirmadas, uma vez que as câmaras capturaram um médico a levar medicamentos anestésicos. O chefe da divisão de Ética Medica da Faculdade de Medicina da Universidade de Nova Iorque, Art Caplan, assegura que estas investigações têm de ser realizadas pela policia, mas o hospital confirmou que as autoridades não tinham conhecimento deste caso.

O hospital garante que as imagens só foram utilizadas nesta investigação e lamenta o sucedido: “Lamentamos sinceramente que os nossos esforços para garantir a segurança dos medicamentos possam ter causado problemas àqueles a quem prestamos serviços”, lê-se no referido comunicado.

ZAP //

 

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