F-16 holandês voou tão depressa que foi atingido pelas balas que disparou

Bram Steeman / Wikimedia

Caça F-16 da Força Aérea Holandesa

Um caça F-16 holandês teve de fazer uma aterragem de emergência, depois de ter sido atingido pelas próprias balas que disparou. O avião viajava a tal velocidade, que acabou por trespassar pelos próprios disparos.

O incidente aconteceu durante exercício de treino militar, em janeiro deste ano, e está agora a ser investigado pela Agência de Inspeção de Segurança na Defesa. O caça F-16 da Força Aérea holandesa ficou danificado pelas suas próprias balas, com 20 milímetros de calibre.

A M61A1 Vulcan Gatling, com que é equipada a aeronave, disparou uma rodada de tiros contra alvos montados na ilha de Vlieland. Segundo um relatório da agência de notícias holandesa NOS, as balas acabaram por atingir o próprio avião que as disparou.

Um dos tiros atingiu a fuselagem do caça, enquanto partes de outra bala foram absorvidas pelo motor do F-16. Embora tenha sofrido danos significativos na aeronave, o piloto conseguiu aterrar em segurança na Base Aérea de Leeuwarden, conta o Ars Technica.

O fenómeno pode parecer estranho, mas é facilmente explicado pela Física. As balas são disparadas a uma velocidade de 1050 metros por segundo, mas a resistência atmosférica faz com que os projéteis percam velocidade. Caso o piloto acelere e faça a manobra de forma errada após os disparos, o avião pode superar a velocidade dos projéteis que disparou e ultrapassá-los.

A metralhadora do jato consegue disparar cerca 6000 tiros por minuto, apesar de o carregador só conseguir levar 511 balas – que a arma consegue presentear aos seus oponentes em apenas 5 segundos de terror puro.

Este incidente “é um caso sério, pelo que queremos descobrir o que aconteceu e como podemos evitar isso no futuro”, disse o inspetor geral Wim Bargerbos, da Agência de Inspeção de Segurança na Defesa, em declarações à agência NOS.

Não é a primeira vez que acontece um incidente semelhante; este foi só menos trágico. Em 1956, um Grumman F-11 Tiger fazia um voo de teste em Nova Iorque, quando o seu piloto disparou um carregador em direção ao Oceano Atlântico. Depois dos disparos, entrou numa trajetória descendente, quase a pique e acelerou até entrar em velocidade supersónica.

Para sua infelicidade, o caça atingiu os cartuchos dos disparos que fez e o para-brisas da aeronave partiu-se, provocando uma falha do motor. O piloto não conseguiu controlar o avião, que se despenhou, resultando na sua morte.

ZAP //

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17 COMENTÁRIOS

  1. Pela foto da pra ver que o aviao foi atingido por balas no sentido contrario em que o aviao ia, e por baixo da foto diz que foi ricochete o que na realidade nao tem nada a ver com a velocidade do aviao.

  2. A bala é projetada a 1050m/s? Isto é a 6300km/h, a velocidade maxima de um F16 é cerca de 2160km/h, é estranho, ou então as balas tem elevada perda por atrito! Mudem de munições…

      • Os F16 podem voar a cerca de MACH2 – que significa que a “balas” vão a mais de 5000 km/h (velocidade da bala + velocidade do avião). De outra forma, nunca atingiriam um outro avião que se estivesse a perseguir. Não é uma opinião, é física.
        Portanto, um avião não pode em tempo útil “perseguir as próprias balas” e ser atingido por elas – nem o mais rápido do mundo.

  3. Zap – não copiem notícias de 1 de Abril!!!!

    É tecnicamente impossivel que tal aconteça: a velocidade dos projécteis é a propria (o valor 1000 m/s é verosímil) adicionada da velocidade do próprio avião.
    Para que este pudesse ser atingido pelas próprias balas, teria que acelerar e atingir uma velocidade muito superoir aquela soma – impossível, dado que o avião não pode superar Mach 2!!!!!

    • Caro/a ah,
      A notícia é de 4 de abril.
      Respeitamos a sua convicção absoluta acerca do que é “tecnicamente impossível”, mas, se não se importa, vamos aceitar a indicação da nossa fonte de que “o fenómeno pode parecer estranho, mas é facilmente explicado pela Física” – explicação essa que encontra na notícia, se tiver oportunidade de acabar de a ler.

  4. A velocidade das balas não é completamente relativa ao avião, por isso a velocidade do avião não soma à velocidade das balas. O avião pode sim ser atingido pelas próprias balas, devido à energia cinetica, à massa e atrito das balas no ar. O avião pode acelerar continuamente porque tem motor, mas as balas a partir do momento que são disparadas estão a perder velocidade e distancia… Em alta altitude, se os ventos forem fortes, o F-16 avança na mesma… as balas desaceleram, ate que vai haver um momento em que as balas ainda estão a ir para a frente (lembrar que as balas tem alcance limitado) mas mais devagar, enquanto que o avião continua a acelerar sem abrandar.

  5. Tal facto pode sim ocorrer o canhão é arma secundária feira para combates a curto alcance é baixas altitudes e ainda assim as balas vão perdendo constantemente velocidade a maiores altitudes com certeza são ainda mais lentas sendo que o motor do avião atinge melhor performance a maiores altitudes e não perde velocidade. Este acidente não é caso inédito

  6. Já na 1a guerra, as balas eram viradas ligeiramente para baixo, para não atingir a própria avião. Será que estamos a ficar mais estupidos?

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