Cabra com mais de 400 anos encontrada mumificada numa montanha de gelo

Esercito Italiano / Comando Truppe Alpine

Caixão que transporta a múmia do local para o laboratório

Uma cabra morta há mais de 400 anos foi descoberta por um esquiador, em Val Aurina, em Itália. Hermann Oberlechner, alpinista e campeão de esqui, estava a caminhar quando encontrou algo invulgar e inesperado no meio do gelo.

“Apenas metade do corpo do animal estava coberto pela neve”, disse Oberlechner num comunicado. “A pele parecia couro, encontrava-se sem pelos. Nunca tinha visto nada assim. Imediatamente tirei uma foto e mandei para o guarda-florestal, que de seguida informou o Departamento de Património Cultural”, revelou o esquiador italiano.

Esta caso faz lembrar outras histórias de outras múmias de gelo encontradas, incluindo o famoso “Homem de Gelo” Ötzi, cujo corpo mumificado foi encontrado nos Alpes italianos em 1991. Os cientistas ficaram entusiasmados com a descoberta, e agora querem usar a múmia encontrada para perceber melhor como se deve preservar o ADN antigo, esperando assim estar melhor preparados da próxima vez que aparecer uma múmia humana de gelo.

Albert Zink, diretor do Instituto de Estudos de Múmias da Eurac Research em Itália, diz que o objetivo do estudo da múmia “é usar dados científicos para desenvolver um protocolo de conservação válido globalmente para múmias de gelo”, acrescentando ainda que “esta é a primeira vez que uma múmia de um animal é usada dessa forma”.

Para conseguirem estudar a múmia ao pormenor, a equipa da Eurac teve que a retirar das montanhas. O sítio onde a cabra estava, localizava-se a 3200 metros de altitude, numa grande montanha de gelo, revela o Life Science.

Marco Samadelli, investigador da Eurac, construiu uma caixa especial para transportar a múmia do local até ao laboratório, e que foi colocada debaixo de um helicóptero comandado por pilotos treinados para operar em grandes altitudes. A múmia foi levada para o laboratório de conservação da Eurac, onde está a ser armazenada a -5 graus.

Enquanto as múmias de gelo estiverem sepultadas em glaciares, o seu ADN está garantidamente preservado. Contudo, assim que a temperatura das múmias começa a subir, a sua informação genética nas células pode começar a deteriorar-se.

Samadelli e a sua equipa querem perceber melhor essas alterações e por isso “com análises aprofundadas repetidas, vamos verificar quais as alterações que o ADN sofre quando as condições externas mudam”, escreveu o investigador em comunicado.

Os cientistas esperam que essas informações sejam úteis, e contam que devido ao fenómeno do degelo, provavelmente irão aparecer mais corpos antigos, sendo que cada um deles deverá dar a descobrir mais sobre chaves genéticas do passado.

ZAP //

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