BPI regista perdas superiores a 20 milhões devido ao colapso da Oi

Manuel de Almeida / Lusa

Fernando Ulrich, presidente do Banco BPI

Fernando Ulrich, presidente do Banco BPI

O Banco BPI assumiu imparidades em obrigações da PT International Finance (Grupo Oi) de 20,2 milhões de euros antes de impostos, na sequência do processo de recuperação judicial em que se encontra a operadora de telecomunicações brasileira Oi.

Fernando Ulrich, presidente do BPI, revelou esta terça-feira que a posição de balanço destas obrigações PT/Oi está fixada nos 23 milhões de euros, pelo que a entidade aplicou um hair cut de 85%.

Ainda assim, Ulrich disse que a equipa de gestão do BPI tem “esperança” que seja possível recuperar um valor superior com estes títulos de dívida do Grupo Oi devido ao processo de recuperação judicial da operadora brasileira.

“Os títulos que nós temos vencem em março do próximo ano”, especificou o gestor durante a conferência de imprensa de apresentação das contas semestrais do BPI.

Após impostos, as imparidades registadas com estas obrigações ascendem a 14,2 milhões de euros.

Na sexta-feira, os acionistas da Oi aprovaram o processo de recuperação judicial da empresa, pedido a 20 de junho, na sequência de a gigante de telecomunicações não ter conseguido negociar a sua dívida de 65,4 mil milhões de reais (18 mil milhões de euros).

A aprovação ficou marcada por várias discussões, a maior parte delas relacionadas com a oposição de alguns acionistas em relação a participação da Bratel BV na votação.

A Bratel BV é controlada pela empresa portuguesa Pharol, que detém participação indireta de cerca de 22% do capital total da operadora brasileira, constituindo 27,49% das ações ordinárias.

No final, a mesa da assembleia acabou por decidir pela participação da Bratel BV na votação, que se manifestou favorável à recuperação judicial.

Por outro lado, o BPI conseguiu obter mais-valias significativas em operações financeiras, com a venda de ações feita durante a operação de fusão da Visa Europe com a Visa Inc. a render no total 31,5 milhões de euros.

Destes, 22,9 milhões de euros são resultantes da venda dos títulos da Visa Europe que o BPI detinha diretamente “há vários anos”, conforme sublinhou Ulrich, enquanto os restantes 8,6 milhões de euros foram os resultados por equivalência patrimonial oriundos da participação que o banco detém na Unicre.

O Banco BPI registou um resultado líquido de 105,9 milhões de euros entre janeiro e junho, uma subida homóloga de 39,1% face ao lucro apurado em igual período do ano passado, revelou hoje a instituição.

A atividade doméstica deu um contributo de 24,5 milhões de euros e a atividade internacional de 81,4 milhões de euros, dos quais 79,1 milhões de euros provenientes do Banco de Fomento Angola (BFA).

/Lusa

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1 COMENTÁRIO

  1. Deve ser caso único no mundo.
    Esta banca portuguesa dá toda prejuizo. É tudo a falir.
    Das duas uma, ou são geridos por um bando de incompetentes, que é uma forte hipótese, ou então, estão todos em busca de nos sugar mais uns milhares de milhões para cobrir os seus desvarios e falta de qualidade enquanto gestores.
    Uma coisa é certa, a “crise” enriqueceu mais esta pilantragem toda.

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