Borshtch, uma sopa ucraniana, foi considerada Património Imaterial da Humanidade

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Alpha / Flickr

Borshtch, uma sopa de beterraba popular no leste da Europa.

A versão ucraniana da borscht, uma sopa popular no leste da Europa, foi considerada Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO.

A versão ucraniana da borscht — uma sopa de beterraba muito popular no leste da Europa, feita de diferentes maneiras conforme o país em questão — é Património Cultural Imaterial da Humanidade.

A Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) declarou, em comunicado, que a borscht é uma “parte essencial da família e vida comunitária na Ucrânia”, segundo noticia o Observador.

O Governo russo já reagiu à decisão, ridicularizando-a. A verdade é que a nacionalidade desta sopa já é uma luta entre Kiev e Moscovo há muito.

Em abril, a porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros russo indicou que a Ucrânia não queria “partilhar borscht com ninguém“, afirmando que o prato deveria pertencer “a uma nação apenas”.

Para Maria Zakharova, esta era uma prova da “xenofobia”, do “nazismo” e do “extremismo” em crescimento na Ucrânia.

A porta-voz, segundo a agência de notícias France-Presse, realçou agora que, para “dar ao mundo um exemplo culinário do ‘nacionalismo moderno de Kiev'”, iria citar um facto: “o húmus e o pilaf são reconhecidos como pratos nacionais de várias nações… mas, vou percebendo, tudo é objeto de ‘ucrânificação'”.

No comunicado, a UNESCO sublinha que a Ucrânia tem a sua “versão nacional” desta sopa, que é “consumida em vários países daquela região” e que existem até “festivais e eventos culturais dedicados” à sopa.

O regime de Zelensky pediu aos Estados-membros do Comité para a Proteção e Salvaguarda do Património Cultural Imaterial da Humanidade “acelerar a avaliação” da candidatura da versão ucraniana da sopa à lista de património “que urge salvaguardar” por ser “um caso de urgência extrema”, lê-se ainda.

O comité da agência das Nações Unidas justificou a aprovação da candidatura, porque “o conflito armado ameaçou a viabilidade” deste prato típico.

“A deslocação de pessoas” ameaça o futuro da borscht ucraniana, realça o comunicado, sendo que “não só as pessoas não conseguem cultivar ou cozinhar vegetais locais para o borscht” como “o bem-estar social e cultural das comunidades” pode ser prejudicado.

“Cozinhar borscht é algo feito também nas comunidades desta região mais alargada e apesar da inscrição na lista de Património Cultural Imaterial da Humanidade reconhecer a importância social e cultural de cozinhar borscht para os ucranianos, uma inscrição destas (…) não implica exclusividade, ou propriedade, da herança do património em questão”, conclui o comunicado da UNESCO.

  ZAP //

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