Boris dá luz verde à segunda linha de alta velocidade no país apesar dos custos

Neil Hall / EPA

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, autorizou o projeto de linha ferroviária de alta velocidade HS2, que ligará Londres ao centro e norte do país, apesar do alto custo e das oposições ambientalistas.

Boris Johnson autorizou, esta terça-feira, o projeto de linha ferroviária de alta velocidade HS2, que ligará Londres ao centro e norte do país, apesar do alto custo e da oposição de políticos e ambientalistas. “O Governo deu sinal verde à linha ferroviária de alta velocidade“, disse o primeiro-ministro britânico na Câmara dos Comuns.

O governante garantiu que pretende controlar a gestão e os gastos com o projeto, cujo custo deverá ultrapassar os 100 mil milhões de libras (cerca de 118 mil milhões de euros). Para isso, Boris irá nomear um ministro que se dedicará inteiramente ao HS2 (Alta Velocidade 2).

As previsões de custos dispararam”, admitiu o primeiro-ministro, “mas a má gestão não mudou, na minha opinião, o valor fundamental do projeto”.

O chefe do Governo britânico não avançou o custo total da obra, adiantando apenas que a primeira fase, em que a linha ferroviária chegará a Birmingham, no centro da Inglaterra, deverá custar entre 35 e 45 mil milhões de libras (entre 41,5 e 53 mil milhões de euros).

O traçado da linha irá obrigar a cavar túneis longos, desviar rios e adquirir terras, nomeadamente na capital britânica. O objetivo é aumentar a frequência dos comboios e diminuir consideravelmente a duração das viagens.

O projeto High Speed 2 será a primeira linha ferroviária a ser criada no norte de Londres nos últimos 150 anos e a segunda de alta velocidade no país, após a HS1, no sul de Inglaterra.

A primeira parte da construção, até Birmingham, só deverá estar pronta a partir de 2031, estimando-se que a segunda parte só fique operacional em 2040.

A comunidade empresarial, tal como a confederação patronal CBI, saudou a decisão do Governo. Já o líder da oposição trabalhista criticou a gestão passada dos conservadores. “O primeiro-ministro criticou a gestão das infraestruturas feita pelos conservadores, mas foi o seu partido que privou o país de investimento nos últimos 10 anos, criando as maiores desigualdades regionais da Europa”, afirmou Jeremy Corbyn.

Para os conservadores, o dinheiro que será investido nesta nova infraestrutura seria mais útil “se fosse usado na modernização de infraestruturas de transportes locais”.

O primeiro-ministro também prometeu revelar, nas próximas semanas, a estratégia para fazer uma “revolução nos transportes”, adiantando já ter canalizado seis mil milhões de euros para melhorar, nos próximos cinco anos, as redes de autocarros e as ciclovias.

Segundo garantiu, estes investimentos em transportes deverão permitir que o Reino Unido cumpra o compromisso de alcançar a neutralidade de carbono até 2050. No entanto, várias organizações ambientais protestaram hoje contra os anúncios do Governo, apontando o impacto do HS2 nos habitats naturais e em espécies ameaçadas.

“Somos completamente a favor de uma revolução nos transportes que reduza a poluição e as emissões de carbono, mas colocar uma escavadora em locais em estado natural e selvagem não é uma boa solução”, alertou a organização não governamental Greenpeace.

ZAP // Lusa

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