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Boris Johnson diz que ministro da Saúde “não tem salvação possível” em mensagens reveladas por ex-assessor

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number10gov / Flickr

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson

Boris Johnson terá enviado mensagens escritas a um dos seus principais assessores, Dominic Cummings, onde descrevia o ministro da saúde como “sem porra de salvação possível”.

Esta quarta-feira, as fotografias das mensagens trocadas entre Johnson e Cummings nos dias mais descontrolados da pandemia chegaram às primeiras páginas da imprensa britânica, após serem publicadas pelo próprio Cummings no seu blogue.

Além da apreciação direta sobre Matt Hancock, que surgiu quando o Governo tentava encontrar um fornecedor de ventiladores e aumentar os testes à covid-19, Johnson fez outras considerações sobre as medidas adotadas para conter a pandemia.

Segundo o primeiro-ministro britânico, a compra e distribuição de material de proteção individual, por exemplo, foi “um desastre”. “Não consigo pensar em nenhuma solução além de tirarmos o Hancock e passarmos isto para o Gove”, escreveu ainda o primeiro-ministro, numa alusão a Michael Gove, ministro da Presidência.

Cummings divulgou as mensagens como “provas” para sustentar as acusações graves que teceu no mês passado, perante uma comissão parlamentar de inquérito ao que correu mal nos primeiros dias da pandemia.

Por outro lado, Cummings denunciou a compra de ventiladores que, afirma, não foram adquiridos porque, disse na altura o departamento responsável, “o preço subiu”.

A confusão das reuniões, a falta de organização e de planos, e a dificuldade em pôr coisas básicas em marcha foram sublinhadas por Cummings diversas vezes, em mais de sete horas de depoimento.

Durante as horas em que prestou depoimento, Cummings disparou contra quase todos os membros do Executivo envolvidos na gestão da pandemia.

Neste sentido, vários membros da comissão parlamentar pediram a Cummings que partilhasse todas as mensagens com os investigadores, mas o ex-conselheiro, que geriu a campanha vencedora do referendo do Brexit em 2016, argumentou que não podia simplesmente entregar o telefone.

Agora, as mensagens foram partilhadas publicamente.

Segundo a BBC, Downing Street não negou a autenticidade das mensagens.

  ZAP //

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