Boeing 777 com destino a Paris deixou cair uma placa de 60 quilos

caribb / Flickr

Trem de aterragem de um Boeing 777 da Air France

Trem de aterragem de um Boeing 777 da Air France

A Boeing revelou este sábado ter pedido às companhias aéreas para efectuarem uma operação de manutenção nos seus aviões, depois de uma placa com 60 quilogramas ter caído de um Boeing 777, após a descolagem num voo de Xangai para Paris.

Uma peça metálica de 60 quilos caiu sobre o tecto de uma fábrica, sem causar feridos, pouco tempo depois de um Boeing 777 operado pela Air France ter descolado de Xangai, na passada segunda-feira, com destino a Paris.

“Temos estado a trabalhar de muito perto com os nossos clientes e a fornecer-lhes orientação em como fazer as manutenções requeridas”, indicou o porta-voz do fabricante norte-americano, Chris Villiers à agência AFP.

“Isso não afecta a integridade estrutural do trem de aterragem nem a segurança do voo”, ressalvou o mesmo responsável, indicando que a Boeing tem tratado o incidente “com extrema preocupação e urgência”.

A placa, que Chris Villiers frisou não fazer parte da estrutura de aterragem em si, é uma das partes que abre e fecha quando se abre o trem.

A Boeing emitiu um boletim de serviço à sua frota, em que faculta instruções sobre como solucionar o problema, que tem a ver com os parafusos que fixam o painel.

“Temos operado uma mudança nos aviões produzidos nas nossas fábricas”, afirmou a Boeing, em comunicado.

mais de 1.100 aviões Boeing 777 ao serviço de dezenas de companhias aéreas espalhadas por todo o mundo.

ZAP / Lusa

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2 COMENTÁRIOS

  1. Os aviões são utilizados possivelmente durante muitas horas sem uma inspeção geral e certas peças expostas ás variações de temperatura, vibrações de aterragens e descolagens mais ás turbulências acabam por sofrer danos que poderão vir a causar problemas de segurança nos aviões.

  2. Em resposta ao comentário anterior, acho que não se deveria opinar sem um mínimo de conhecimento do assunto em questão. Por legislação específica e de acordo com os procedimentos estabelecidos pelo fabricante, os operadores (companhias aéreas) têm que efectuar inspeções antes-de-voo, entre-voos, diárias, semanais, e inspeções mais profundas, que serão ou calendarizadas ou por número horas de funcionamento, (muitas vezes o que ocorrer primeiro). Essas inspeções variam entre inspecções do tipo A até D). Em ambos os casos o grau de profundidas das inspecções aumenta conforme o tipo (inspecção antes de voo é só uma verificação e preparação para o voo enquanto uma “diária” já implica trabalhos mais profundos), isto para além das substituições de peças por limite de potencial, mesmo que a mesma esteja em estado funcional. Todas os procedimentos são auditados interna e externamente, e ainda sujeitos a inspecções aleatórias por parte das autoridades aeronáuticas dos países do registo da bandeira e/ou pelos país onde operam.
    Ainda assim há falhas, como é o caso, em que os parafusos cederem, tendo ainda que se investigar se por falha destes ou por falha de procedimento, por exemplo por aperto excessivo.
    A aviação é dos negócios mais regulados e escrutinados e por esse facto dos mais seguros.
    O comentário anterior pode sugerir falta rigor no cumprimentos dos preceitos de manutenção e tendo em conta que está referido o nome do operador pode até considerar-se lesivo bom nome deste último, daí que devesse haver um pouco mais de cuidado. (ressalvo que nada tenho a ver com a Air France)

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