Bitcoin ajudou a financiar ciberespionagem eleitoral da Rússia, acusam os EUA

A bitcoin terá ajudado a financiar o esquema de ciberespionagem nos Estados Unidos levado a cabo por 12 agentes russos durante as eleições presidenciais de 2016.

Segundo um relatório, apresentado esta sexta-feira pelo vice-procurador-geral dos Estados Unidos, Rod Rosenstein, no âmbito das investigações do procurador especial Robert Mueller à interferência de agentes russos no processo eleitoral dos EUA, a bitcoin ocupou um lugar central no financiamento do esquema de ciberespionagem nos EUA levado a cabo por 12 agentes russos durante as eleições presidenciais de 2016.

Na acusação contra os serviços secretos militares da Rússia (GRU), lê-se que “para evitar deteção, os atacantes usaram uma rede de computadores em todo o mundo, incluindo nos EUA, e pagaram por esta infra-estrutura com criptomoedas“.

O uso da bitcoin, a moeda mais usada para comprar servidores, registar domínios, entre outras operações, possibilitou aos atacantes “evitar uma relação tradicional com as instituições financeiras, permitindo-lhes escapar ao escrutínio sobre a sua identidade e fundos”.

Em 2016, as transações passaram despercebidas, mas o seu registo acabou por ajudar a identificar os responsáveis. De acordo com o jornal Público, os 12 agentes russos terão realizado transações no valor de cerca de 95 mil dólares americanos, em bitcoins, sem levantar suspeitas.

As transações ficam registadas na blockchain, a base de dados descentralizada em que assenta a bitcoin, mas as identidades são ocultadas através de identificadores alfanuméricos.

No entanto, explica o jornal, os espiões russos terão ido ainda mais longe ao usar centenas de emails diferentes, associados a identidades fabricadas, para registar as transações. Segundo o relatório, “por vezes, como parte do processo de pagamento”, os atacantes “forneciam os vendedores com moradas absurdas como ‘usa Denver AZ’ ou ‘gfhgh ghfhgfh fdgfdg WA'”.

Mas, apesar do carácter anónimo da bitcoin, os 12 agentes russos foram detetados a utilizar os mesmos computadores nos quais realizam as transações com bitcoins para levar a cabo os ataques, informam as autoridades norte-americanas. A maioria vinha sob a forma de ataque de phishing, em que emails com vírus foram enviados aos membros da campanha de Hillary Clinton para lhes roubar o acesso às contas.

Além disso, o relatório apresentado esta sexta-feira nota ainda que os serviços militares secretos russos também criaram parte das criptomoedas que utilizaram para pagar infra-estrutura utilizada nos ciberataques.

Este relatório é uma prova de que a bitcoin pode mesmo ser utilizada em operações de lavagem de dinheiro e manipulação política. Christine Lagarde, diretora-geral do Fundo Monetário Internacional, diz ser preciso travar “o lado negro” das criptomoedas.

ZAP //

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