Bilionário norte-americano Jeffrey Epstein detido por tráfico sexual de dezenas de menores

O bilionário norte-americano Jeffrey Epstein foi detido por suspeitas de tráfico sexual de dezenas de menores em Nova Iorque e na Florida, entre 2002 e 2005.

Segundo três fontes policiais, citadas pelo Daily Beast, Jeffrey Epstein vai a tribunal esta segunda-feira, 12 anos depois de ter conseguido chegar a um acordo judicial, que lhe permitiu escapar da prisão perpétua, quando era acusado de alegadamente ter violado dezenas de raparigas menores na Florida, noticiou no domingo o Diário de Notícias.

De acordo com as acusações, o milionário é suspeito de ter explorado cerca de 40 adolescentes num esquema ao qual já tinha sido associado no passado. Pagava-lhes por um serviço de massagens, mas acabava por abusar sexualmente das raparigas, forçando-as a ter relações sexuais consigo ou com uma mulher descrita como “escrava sexual”.

Esses abusos que ocorriam num bairro nobre de Manhattan, o Upper East Side, e na sua residência em Palm Beach, para onde as vítimas eram transportadas no seu jato privado.

As raparigas menores eram recrutadas pelos assistentes pessoais de Jeffrey Epstein e, em alguns casos, acabavam por se tornar recrutadoras. Detido sob acusações de tráfico de menores para fins sexuais e de conspiração para o tráfico, arrisca-se a uma pena de prisão que pode chegar aos 45 anos.

Até ao momento, o advogado do bilionário, Martin Weinberg, recusou-se a prestar declarações sobre a detenção do seu cliente, que já terá sido amigo do príncipe André, de Bill Clinton e do atual presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump.

Recuemos até 2007, ano em que o bilionário foi acusado de abusar sexualmente de dezenas de adolescentes. Quando enfrentou a justiça, o então promotor Alexander Acosta – atual secretário do Trabalho nos EUA – permitiu que fosse feito um acordo, evitando que fosse condenado a prisão perpétua.

Ao considerar-se culpado por crimes menores, entre os quais a contratação de serviços de prostituição a uma menor de 18 anos, Jeffrey Epstein cumpriu apenas 13 meses na prisão (numa área privada) e foi registado como agressor sexual. As alegadas vítimas não foram informadas do acordo com a justiça, pelo que não conseguiram recorrer da decisão.

No início deste ano, contou a BBC, um juiz da Florida considerou que houve uma infração da legislação, uma vez que as vítimas não foram informadas, pelo que está neste momento a ser avaliada a possibilidade de manter ou não o acordo que livrou o milionário de uma pena mais pesada. Esta decisão levou a Casa Branca a dizer, em fevereiro, que estava a investigar o papel de Alexander Acosta no caso enquanto era promotor dos EUA.

Taísa Pagno TP, ZAP //

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