Benfica 2-1 Aves | “Águia” fixa recordes de sofrimento

O Benfica sofreu a bom sofrer para somar três pontos na visita ao último classificado, o Desportivo das Aves.

Numa partida entre equipas separadas por 36 pontos, com uma delas a somar por derrotas todos os jogos fora, foi com surpresa que os avenses se colocaram na frente, naquele que foi o único golo sofrido pelas “águias” em casa esta época na Liga NOS com excepção para a derrota com o Porto.

Mas a verdade é que Mohammadi marcou mesmo, lançando um jogo de sentido único. O Benfica precisou de um penálti de Pizzi, um golo de André Almeida e novos máximos de remates da competição para dar a volta ao resultado.

O jogo explicado em números

  • Como se esperava, o Benfica entrou autoritário, com pleno domínio territorial e a tentar chegar cedo ao golo, mas com um Aves muito fechado a encurtar espaços entre linhas e a tapar todas as entradas na sua grande área.
  • No primeiro quarto-de-hora, os “encarnados” registavam 74% de posse de bola e dois remates, embora nenhum enquadrado, mas com os visitantes a ensaiarem também alguns contra-ataques rápidos e perigosos. E por isso mesmo, acabaram por abrir o activo. Aos 20 minutos, Mohammadi fugiu (mais uma vez) pela direita, passou facilmente por Ferro e “fuzilou” Vlachodimos, no primeiro remate da sua equipa.
  • Dzwigala tirou, em cima da linha, um golo a Pizzi aos 25 minutos, com o Benfica a pressionar à procura do empate. E aos 29 minutos, Quentin Beunardeau evitou, com uma grande defesa, um golo de Seferovic. E assim se chegou à meia-hora, com o Benfica em cima do Aves, com seis remates, três enquadrados, e alguns lances de muito perigo.
  • E Dzwigala era, por esta altura, o líder dos ratings, com 7.0. O lateral-direito somava uma assistência e oito acções defensivas, incluindo um corte decisivo, precisamente aquele lance em que negou o golo a Pizzi.
  • Até ao descanso o Benfica criou mais lances de perigo, com Jota e Pizzi a desperdiçarem algumas boas ocasiões. As “águias” iam construindo oportunidades suficientes, mas mostravam-se muito perdulários.
  • Grande surpresa na Luz nos primeiros 45 minutos, com o Aves a vencer por 1-0, perante um Benfica que só havia sofrido golos em casa na derrota com o FC Porto.
  • A verdade é que os “encarnados” dominaram, criaram muitos lances de perigo, mas ou foram perdulários ou tiveram pela frente um guarda-redes Beunardeau em grande forma, a registar cinco defesas, três a remates na sua grande área.
  • Neste primeiro tempo o Benfica somou 15 remates, seis enquadrados, mas não conseguiu facturar, ao contrário dos avenses, que enquadraram três e marcaram um.
  • O melhor ao intervalo era o benfiquista Jota, com um GoalPoint Rating de 6.8, fruto de quatro remates, dois enquadrados, uma ocasião flagrante criada em dois passes para finalização e dois dribles eficazes em três.
  • Ainda assim ficou no balneário ao intervalo, para entrar Carlos Vinícius.
  • O Benfica reentrou a todo o gás à procura do golo, chegando à hora de jogo com 68% de posse de bola desde o intervalo, um total de 22 remates (17 dentro da grande área), sete enquadrados, mas sem conseguir facturar.
  • O sentido do jogo era único. Aos 70 minutos já as “águias” haviam desperdiçado quatro ocasiões flagrantes, com um total de 26 remates, nove enquadrados (10-4 no segundo tempo) e 13 cruzamentos de bola corrida desde o intervalo.
  • Gabriel ia dominando por completo o futebol aéreo, com oito duelos ofensivos ganhos em nove e nove defensivos em 13, registando nesta altura o melhor rating da partida, um 7.3. Beunardeau liderava no Aves, com 6.9, graças a oito defesas, seis a remates na sua área. Até que aos 74 minutos, o árbitro assinalou falta de Cláudio Falcão sobre Carlos Vinícius na grande área e o respectivo penálti. Pizzi (76′) não desperdiçou e empatou, ao 29º remate do jogo, décimo enquadrado.
  • Até que aos 89 minutos, os “encarnados” chegaram ao golo. Jogada confusa na sequência de um canto, a bola sobrou para André Almeida que rematou no coração da área para o 2-1. Estava feito o “mais difícil”, que pelos números finais parecia o mais fácil de fazer pelos comandados de Bruno Lage. Mas não foi.

Manuel de Almeida / Lusa

O melhor em campo GoalPoint

Num dos jogos mais difíceis da época para o Benfica em termos de conclusão ofensiva – não de produção -, acabou por ser Pizzi, sempre ele, a personalizar a crença “encarnada” rumo à reviravolta.

O médio foi o melhor em campo, com um GoalPoint Rating de 8.2, assente em vários números relevantes. Para além do golo, Pizzi rematou oito vezes (máximo do jogo), enquadrou duas, fez seis passes para finalização e completou três de cinco tentativas de drible, sendo um dos jogadores mais interventivos na partida, com 91 acções com bola.

Jogadores em foco

  • Quentin Beunardeau 6.7 – Tremenda exibição do guardião avense, um dos responsáveis pelo sofrimento benfiquista. O francês terminou o jogo com nove defesas, algumas de grande dificuldade, e seis a remates na sua grande área. E ainda somou quatro saídas a soco.
  • Gabriel 7.4 – Grande partida do brasileiro, em especial nos lances pelo ar. Gabriel ganhou nove de 14 duelos aéreos defensivos e nove de 14 defensivos, números verdadeiramente incríveis. Para além disso fez cinco desarmes, criou uma ocasião flagrante e registou o máximo de acções com bola (105).
  • Jota 6.8 – O jovem extremo do Benfica liderava os ratings ao intervalo, quando saiu para Lage reforçar a presença na área. Até lá enquadrou dois de quatro remates, criou uma ocasião flagrante em dois passes para finalização e completou duas de três tentativas de drible.
  • Álex Grimaldo 6.7 – O espanhol foi um autêntico extremo, dando por isso a Mohammadi muito espaço para atacar pelo flanco direito avense. Por isso, de relevante defensivamente registou somente nove recuperações de posse, mas na frente fez seis passes para finalização e seis cruzamentos (um eficaz), fixando 100 acções com bola.
  • Chiquinho 5.8 – muito bem a recuar no terreno e a recuperar bola (sete vezes), lançando rápidas transições. Rematou seis vezes, duas enquadradas, fez dois passes para finalização, mas pecou na finalização, com uma ocasião flagrante desperdiçada, que lhe afectou o rating final.
  • Mohammadi 4.8 – O iraniano tem mostrado qualidade nesta Liga e voltou a fazê-lo na Luz, com um golo em três remates e muitos lances do lado direito a dar “água pela barba” a Ferro e Grimaldo – somou dois dribles eficazes em três. Mas no segundo tempo desapareceu, tal como a sua equipa ofensivamente.
  • Julian Weigl 5.6 – Estreia muito aguardada do alemão, mas discreta. Esteve seguro no passe, curto e longo, e mostrou capacidade no drible, mas terminou com números modestos em termos defensivos.

Resumo

(dr) Goalpoint

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