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Bélgica 1-2 Itália | Ouro sobre azzurri em jogo frenético

Matthias Schrader / EPA

O guarda-redes de Itália e do AC Milan, Gianluigi Donnarumma

A Itália, campeã europeia em 1968, qualificou-se hoje para as meias-finais do Euro2020 de futebol, marcando encontro com a Espanha, ao bater a Bélgica, ‘carrasca’ de Portugal, por 2-1, no segundo jogo dos ‘quartos’, em Munique, na Alemanha.

A Itália venceu hoje a Bélgica por 2-1 e qualificou-se para as meias-finais do Euro2020 de futebol, ao impor uma intensidade de jogo e uma dinâmica de ataque à qual os belgas não conseguiram responder à altura.

Os golos dos transalpinos foram apontados por Nicolò Barella, aos 31 minutos, e por Lorenzo Insigne, aos 44, enquanto Romelu Lukaku apontou o tento dos belgas, aos 45+2, de grande penalidade.

Naquele que terá sido, provavelmente, o melhor jogo do Euro2020 até ao momento, a Itália confirmou o que tinha feito na fase de grupos e fez uma demonstração de futebol de ataque, de risco, sem medo de envolver cinco e seis jogadores nas ações ofensivas.

Essa vertigem de ataque fez com que a Bélgica, em dois lances de contra-ataque, um por felicidade, fruto de um ressalto que levou a bola até aos pés de De Bruyne, aos 22 e 26 minutos tivessem criado duas situações de 3×3, só paradas com duas grandes estiradas do guarda-redes Donnarruma.

No entanto, contrariando até a identidade do futebol italiano, esta equipa de Roberto Mancini, mérito seu, deu um recital de dinâmica ofensiva que colocou grandes problemas a uma defesa belga com três centrais lentos, vulnerabilidade que a seleção portuguesa nunca soube explorar por falta de ousadia.

Espectáculo “non stop” do início ao fim

Bravo, bravíssimo. Que jogão. Num verdadeiro hino ao futebol espectáculo, a Itália levou a melhor diante da Bélgica e na noite desta sexta-feira carimbou presença nas meias-finais deste EURO 2020, onde vai defrontar a Espanha.

Os “azzurri” venceram por 2-1, chegaram ao 32º encontro consecutivo sem perder e saíram com triunfos nos últimos 13 duelos em que entraram em acção. Barella abriu a contagem com um grande golo, Insigne elevou a nota artística e Lukaku ainda deu esperanças aos belgas.

Um verdadeiro recital. Foi aquilo a que se assistiu nos primeiros 47 minutos de jogo na Allianz Arena. Alta voltagem do primeiro instante até ao último, um jogo de parada e resposta que os transalpinos começaram a controlar a partir do minuto 25.

A “bella” Itália abriu uma vantagem de dois golos – já após ter sido anulada festa a Bonucci (13′) -, graças às obras artes de Barella (31’) e Insigne (44’) – Expected Goals (xG) de 1,20 –, mas uma desatenção de Di Lorenzo deu vida aos belgas e Lukaku (47’) deixou tudo em aberto para a segunda etapa.

Se a primeira parte foi de cortar a respiração, o que escrever sobre a segunda metade?

A Bélgica, em desvantagem, carregou, tentou desbloquear a defensiva transalpina, mas não conseguiu marcar, não obstante a ocasião flagrante que criou aos 61 minutos, quando Spinazzola impediu, com a coxa esquerda, que Lukaku fizesse o empate.

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Os “azzurri”, sempre que tiveram espaço, tentaram ameaçar e também rondaram o terceiro tento.

Mas o marcador ficou carimbado com o 1-2 que coloca a Itália na rota das meias-finais, onde medirá forças com a Espanha na próxima terça-feira a partir das 20h00, enquanto os “diabos vermelhos” voltaram a falhar na “hora H” e saíram derrotados 13 encontros depois do último percalço.

Melhor em Campo

“Performance” arrebatadora de Lorenzo Insigne. Sempre ligado à corrente, o virtuoso camisola “10” da Itália desequilibrou e deixou a defensiva belga com a cabeça à roda, a pintura que desenhou em cima do intervalo foi o ponto alto da sua exibição

Três remates (dois enquadrados), três passes para finalização, seis acções com a bola na área contrária (mais ninguém o fez no jogo), seis conduções aproximativas (outro máximo) e 14 passes valiosos (mais um item que ninguém ousou ultrapassar). O GoalPoint Rating de 8.7 assenta na perfeição ao craque do Nápoles.

Destaques da Bélgica

Vermaelen 7.6 – Foi o belga com melhor nota. O experiente defensor falhou apenas seis dos 55 passes que fez (eficácia de 89%), venceu os três duelos aéreos ofensivos em que interveio, recuperou a posse em seis ocasiões, tendo feito ainda quatro desarmes, cinco intercepções e quatro alívios.

Doku 5.6 – A surpresa no “onze” belga deixou a timidez de lado na segunda parte e mostrou-se. Esteve perto do empate aos 84 minutos, gizou quatro passes valiosos, cinco acções com a bola na área de Itália e acertou oito dos 13 dribles que tentou.

Vertonghen 5.4 – A exibição do benfiquista fica manchada pela perda de bola que esteve na génese do golo inaugural. Ainda assim, fez dois passes para finalização, acertou três variações de flanco, cinco recuperações da posse e dois desarmes.

Destaques da Itália

Barella 7.2 – Marcou um golaço após ter tirado três rivais do caminho e esteve ainda na origem do 0-2 com uma assistência.

Spinazzola 5.7 – Estava a fazer mais uma bela exibição, com disponibilidade para atacar e foi assertivo a defender (o corte que fez aos 61 minutos é disso exemplo). Mas numa arrancada lesionou-se com gravidade e, segundo as primeiras indicações, a rotura do tendão de Aquiles vai atirar o craque de José Mourinho muitos meses para o “estaleiro”.

Donnarumma 5.4 – Aos 22 minutos, após um “slalom” de De Bruyne, voou e fez uma intervenção de alto calibre. Depois, aos 26, voltou a agigantar-se e estragou a festa a Lukaku. Sem hipóteses no golo que sofreu.

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Resumo


ZAP // Lusa / GoalPoint

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