“Beethoven japonês” confessa fraude

O compositor surdo Mamoru Samuragochi, conhecido como o “Beethoven japonês”, comoveu o país ao revelar não ser ele a compor a suas famosas peças de música clássica.

O autor, de 50 anos, que assinou composições de êxito no Japão como “Hiroshima”, reconheceu esta quarta-feira através do seu advogado que, na realidade, muitos dos seus trabalhos foram compostos por outro músico a quem nunca foi dado muito crédito.

A notícia provocou uma autêntica revolução no Japão.

A distribuidora Nippon Columbia decidiu suspender as vendas e difusão dos seus discos tanto nas lojas como na Internet e todos os concertos previstos de Mamoru Samuragochi foram cancelados.

Segundo a sua biografia oficial, Mamoru Samuragochi é filho de sobreviventes da bomba atómica de Hiroshima e, apesar de uma doença degenerativa lhe ter feito perder completamente a audição aos 35 anos, continuou a compor.

Na sua página da Internet declara-se como um compositor autodidata e garante que foi a sua mãe que o ensinou a tocar piano quando tinha quatro anos e que, aos 10 anos, já interpretava Beethoven e Bach.

O seu maior êxito foi conquistado com a “Sinfonia n.º 1 Hiroshima“, que em 2011 vendeu 147.000 cópias, um número muito elevado para um disco de música clássica no Japão.

DR Duke Harumi

Takashi Niigaki, o pianista e "compositor fantasma" que na realidade compôs as últimas peças de Mamoru Samuragochi

Takashi Niigaki, o “compositor fantasma” que na realidade compôs as últimas peças de  Samuragochi

Segundo o advogado, durante os últimos 10 anos uma outra pessoa compôs todas as peças assinadas pelo “Beethoven japonês”, baseando-se nas ideias de Mamoru Samuragochi.

“Trata-se de uma traição aos seus admiradores e decepcionou todos à sua volta. Acreditamos ser lamentável e não podemos procurar nenhuma desculpa”, disse o advogado em declarações ao diário Asahi.

Depois da confissão de Samuragochi, Takashi Niigaki, um pianista e professor de música a tempo parcial, de 43 anos, revelou um comunicado em que assume ter composto os trabalhos para Mamoru Samuragochi durante 18 anos e prometeu mais detalhes do caso para uma conferência de imprensa prevista para hoje.

Abaixo: “Requiem Hiroshima”, de Mamoru Samuragochi (ou Takashi Niigaki?) pelo Young People’s Chorus de Nova Iorque

 

ZAP/Lusa

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