BE fará uma campanha “sem energia perdida, palavras ocas ou provocações”

Rodrigo Antunes / Lusa

A coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins

Um partido que pretende ao mesmo tempo trilhar um “caminho de alternativa” e “caminhos de convergência”. Assim definiu Catarina Martins a orientação do Bloco de Esquerda (BE) na campanha eleitoral.

Ao discursar num almoço com agentes da cultura e militantes dos concelhos de Sintra e da Amadora, realizado no domingo, no salão dos Bombeiros Voluntários de Queluz, a coordenadora bloquista fez o elogio dos “artistas” portugueses durante o período da ‘troika’, “quando tudo estava a ser atacado”, noticiou o Expresso.

“Tivémos nos palcos deste país a crise que o país vivia, e isso humanizou-nos”, disse Catarina Martins.

A ouvi-la, além de outros oradores da sessão – o ator Pedro Lamares, a jornalista Diana Andringa (mandatários distritais no Porto e em Lisboa, respetivamente) e o escritor José Luís Peixoto -, estavam as atrizes Cucha Carvalheiro e Lúcia Moniz, os músicos Fernando Tordo e Luanda Cozetti, e ainda Pilar del Rio.

Catarina Martins defendeu a necessidade de um “novo paradigma” nas políticas governamentais para o sector, insistindo na obrigatoriedade de toda a verba para a Cultura a consagrar no Orçamento do Estado (1% do PIB, no entender do BE) “ser mesmo para as artes e o património”.

Antes de ter passado em revista alguma decisões desta legislatura no sector da Cultura, que tiveram o selo do BE, Catarina Martins fixou as baias do discurso bloquista para os próximos 13 dias. “Estaremos empenhados em esclarecimento e em mobilização, sem energia perdida, sem palavras ocas, sem provocações”, indicou.

Catarina Martins afirmou igualmente o “compromisso” de um “exercício de respeito pelas pessoas”. Noutro ponto, salientou que o BE não dará gás a “distrações”.

O BE, salientou a sua coordenadora, apresenta-se a votos “como uma alternativa programática e como um [partido] fazedor de pontes, que sempre foi” e pretende “continuar” a ser.

De acordo com o Expresso, o Bloco irá recordar o papel que teve na solução governativa destes quatro anos, e mostrar-se disponível para continuar a fazer parte de uma solução: “Não estamos arrependidos do caminho que fizemos e continuamos, por isso, a fazer este caminho de alternativa e também os caminhos de convergência”, disse Catarina Martins. “O país sabe a diferença que o Bloco de Esquerda pode fazer”, acrescentou.

Na primeira iniciativa do partido no período oficial de campanha – realizada em Queluz, uma escolha intencional, para ser “fora da grande Lisboa, que tudo absorve”, como explicou Mariana Mortágua – estiveram presentes dois dos fundadores: Fernando Rosa e Francisco Louçã.

Só o primeiro falou aos jornalistas. Questionado sobre a “geringonça”, declarou que “era bom que ela se pudesse voltar a repetir”. Contudo, antes algumas questões, foi muito pedagógico a apontar a “condição importante” para que possa ocorrer novamente: “não haver uma maioria absoluta do PS”.

“Já tivemos três maiorias absolutas e a memória que delas tenho não é nada boa”, sublinhou Fernando Rosas.

Taísa Pagno TP, ZAP //

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