Banco Popular pagou 4 milhões a novo presidente só para aceitar o convite

O Banco Popular, que “caiu” a meio de 2017, sendo vendido ao Santander por um euro, pagou a um banqueiro espanhol um prémio de 4 milhões de euros, só para este aceitar presidir à instituição, numa última cartada de sobrevivência. Ficou menos de 4 meses no Banco e não conseguiu salvá-lo.

A história é contada pelo jornal espanhol El Mundo que refere que o banqueiro espanhol Emílio Saracho recebeu um prémio de 4 milhões de euros para aceitar ser presidente do Banco Popular, pouco antes de a instituição ser alvo de resolução.

Com a situação financeira difícil que o Banco atravessava no final de 2016, a administração do Popular apostou na contratação de um gestor mediático e reconhecido mundialmente, numa última “cartada” para assegurar a confiança dos clientes e investidores e salvar a instituição.

Assim, foi à JP Morgan buscar Emílio Saracho, acenando-lhe com um prémio de 4 milhões de euros, só para aceitar ser presidente do Popular.

O economista ainda exigiu um salário de 1,5 milhões de euros, prémios de desempenho e um seguro de vida, e pediu um prazo de dois meses para decidir se aceitava ou não presidir ao Banco Popular.

Todas as exigências foram aceites, refere o El Mundo, notando que Saracho “tinha direito a ir embora com o dinheiro, sem chegar a ocupar a presidência, se nas semanas que passaram entre a assinatura do contrato, a 28 de Dezembro de 2016, e a data de nomeação, a 20 de Fevereiro de 2017, outra entidade tomasse o controlo do Popular”.

“Também tinha garantido o dinheiro se o Banco Central Europeu (BCE) considerasse que era melhor que Saracho fosse presidente sem poderes executivos”, aponta o jornal.

“O banqueiro só perderia os quatro milhões se o BCE decretasse que não era idóneo para administrar o Banco Popular, um acontecimento improvável dada a experiência no sector bancário de Saracho, economista de 62 anos”, explica o El Mundo.

Saracho acabou por assumir a presidência do Popular a 20 de Fevereiro de 2017 e ficou no cargo até 7 de Junho deste ano, altura em que o banco “caiu”, acabando por ser alvo de resolução e vendido ao Santander por um euro. Foram, portanto, menos de quatro meses no cargo.

ZAP //

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