Aviões russos e sírios usam armas incendiárias contra civis

Sergey Krivchikov / Wikimedia

Um avião bombardeiro Tupolev Tu-95 'Bear' da Força Aérea da Rússia

Um avião bombardeiro Tupolev Tu-95 ‘Bear’ da Força Aérea da Rússia

Aviões sírios e russos têm usado repetidamente armas incendiárias em ataques “vergonhosos” contra civis no norte da Síria, denunciou esta terça-feira a organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch.

A HRW diz ter documentado o uso de armas incendiárias pelo menos 18 vezes desde junho.

“Há provas convincentes” de que a Rússia está a apoiar os planos do Governo sírio nesses ataques, referiu a ONG, a partir de Nova Iorque.

“A Síria e a Rússia devem parar imediatamente de atacar áreas civis com armas incendiárias“, afirmou um dos diretores da organização, Steve Goose.

“Os ataques vergonhosos com armas incendiárias na Síria mostram um grande fracasso em aderir ao direito internacional que restringe as armas incendiárias”, disse.

Quando são lançadas dos aviões, as bombas incendiárias deixam rastos distintos de explosivos no céu e desencadeiam pequenos e intensos incêndios nos locais onde caem.

Este tipo de armamento foi amplamente utilizado durante a guerra do Vietname e foi proibido pela Convenção das Nações Unidas sobre Armas Convencionais.

A HRW documentou ataques com tais armas desde o início de junho, incluindo dois casos a 07 de agosto, que atingiram partes controlada pela oposição nas cidades de Aleppo e Idleb.

O Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH) declarou também ter documentado o uso de termite – um tipo de substância incendiária – por aviões russos em Idleb, Alepo, Deir Ezzor e Raqa.

No início deste mês, ativistas em Daraya, uma cidade sitiada pelos rebeldes perto de Damasco, acusou o regime da utilização proibida de ‘napalm’ (composto químico incendiário) contra os moradores.

Grupos opostos na guerra na Síria trocam regularmente acusações de ataques contra civis e uso de armas não-convencionais, incluindo gases de cloro e mostarda.

Numa carta à HRW em novembro, a Rússia reconheceu que o “uso impróprio” de armas incendiárias tinha resultado em “danos humanitários significativos” na Síria.

Desde 2012, a HRW documentou o uso de quatro diferentes armas incendiárias na Síria, todas fabricadas pela antiga União Soviética.

Mais de 290.000 pessoas foram mortas e milhões forçadas a abandonar suas casas desde que o conflito da Síria, que eclodiu em março de 2011.

/Lusa

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2 COMENTÁRIOS

  1. Ora, isso quando é usado pela intervenção do governo da Russia ou do outro criminoso da Síria em cima das cidades com civis eventualmente nada satisfeitos não incomoda certos grupos fazedores de opinião contrária e traidora dos nossos interesses meramente por não verem no seu governo quem mais quereriam.

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