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Assessor de Pinho não sabia quem lhe pagava os salários

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João Faria Conceição, o técnico que assessorou o ex-ministro da Economia Manuel Pinho entre 2007 e 2009, garantiu à comissão de inquérito às rendas da energia desconhecer quem pagava os seus serviços.

O engenheiro, arguido no inquérito aos contratos com a EDP (CMEC), foi destacado pela Boston Consulting Group para dar apoio ao governante nos dossiers da Energia. Mas nem a consultora nem o Ministério têm documentos sobre a prestação do serviço, avança o Correio da Manhã esta quinta-feira.

A resposta de João Conceição ao pedido dos deputados para esclarecimentos adicionais já em janeiro, após ter sido ouvido em setembro no Parlamento, acabou por manter o mistério em torno de quem custeou a assessoria. Por isso, o BE pediu que os dados sejam participados ao Ministério Público.

A BCG confirma que tinha o técnico destacado no Ministério da Economia mas não encontra o contrato de prestação de serviços, “o que não significa necessariamente que não tenha existido”, alega nos documentos a que o CM teve acesso.

O Estado também não encontra o contrato. O técnico contribuiu para o desenho dos CMEC, contratos com a EDP que estão a ser investigados por suspeita de corrupção. Em julho de 2008, João Conceição rescindiu contrato com a consultora mas manteve-se no Ministério da Economia.

João Conceição foi contratado pelo banco – onde a EDP é das maiores acionistas – após ter enviado ao presidente da elétrica, António Mexia, um email com o currículo anexado e onde estipulava condições salariais (valor anual de 140 mil euros). Foi entendido pela Justiça como um pedido de cunha a António Mexia para o lugar no BCP.

O técnico é agora administrador da REN. Contactado pelo mesmo jornal, João Conceição disse “não ter nada a acrescentar” à informação enviada à Assembleia da República.

  ZAP //

 

3 Comments

  1. E natural que não saiba. E se alguma vez soube já se esqueceu. A filha do vara também não sabia de onde vinham os milhões e que a casa que vendeu foi a uma empresa onde o pai era sócio. O Santos Ferreira também já não se lembra dos créditos (mal parados) que concedeu na CGD. Toda esta gente ou não sabem ou já se não lembram…!

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