Artistas portugueses em destaque na Coreia do Sul

Roman Bonnefoy / Wikimedia

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O interesse crescente dos sul-coreanos nos artistas de expressão portuguesa promete uma série de projectos culturais na área da música, do cinema e da dança para 2014, de acordo com a Embaixada de Portugal em Seul.

Este ano, o público coreano poderá ver a companhia portuguesa de bailado contemporâneo de Vasco Wallenkamp com a presença em palco da fadista Carla Pires e seus músicos e a cinemateca nacional vai dedicar uma retrospectiva a Manoel de Oliveira com a publicação em coreano de um livro sobre a obra do cineasta.

Mas não são os únicos projectos que a embaixada vai apoiar. “Estamos em contacto com o Seoul Performance Festival (…) e estamos em fase de negociação para um festival de cultura lusófona“, disse à Lusa Paulo Lopes Graça, primeiro-secretário de embaixada, sublinhando a importância dos agentes locais e do Instituto Camões na realização destes eventos.

De acordo com a fonte, a abertura à colaboração dos sul-coreanos “é uma circunstância feliz”, o que facilita a implementações de projectos culturais.

A exposição “Irrequietude: Modos de expressão portugueses”, sobre o espaço, o movimento e a arquitectura portuguesa, que decorre actualmente no Mimesis Art Museum (desenhado por Álvaro Siza) em Paju Book City reflectem este estado de espírito.

“No caso desta exposição, a ideia veio da embaixada e foi trabalhada posteriormente com Yang Ji-Yoon, a curadora do museu. (…) Contactámos o museu e a reacção foi entusiástica”, disse o Paulo Lopes Graça.

“Pensámos que era uma ideia que combinava bem com o espaço”, confirmou o Hong Ji-Woong, presidente da editora OpenBooks Co proprietária do Mimesis Art Museum, destacando que os alunos de arquitetura sul-coreanos podiam aprender muito sobre o trabalho dos arquitetos portugueses.

Depois deste primeiro contacto com artistas e arquitectos portugueses, Hong Ji-Woong e Yang Ji-Yoon gostavam de expôr artistas portugueses com mais regularidade. “Uma exposição em cada dois anos”, avançou Hong Ji-Woong.

De acordo com a embaixada, apesar de o encerramento do centro cultural português em Seul em 2002, os sul-coreanos mostraram uma atenção cada vez maior à cultura de expressão portuguesa nestes últimos anos, particularmente no meio cinéfilo, incluindo uma presença regular nas salas coreanas e nos festivais de Jeonju e Busan, os maiores do país.

Além de projectos pontuais, a embaixada organiza actividades regulares como a celebração do dia da língua portuguesa, o concurso de língua portuguesa e o evento de boas-vindas para os alunos que se matriculam no primeiro ano de estudos portugueses.

Paulo Lopes Graça pensa que o número de eventos culturais vai ter tendência a aumentar, graças ao acumular de experiências passadas, o aumento da comunidade portuguesa e de alunos que estudam português.

O primeiro-secretário também gostaria de ver se desenvolver um diálogo cultural enriquecedor entre os dois países.

“Os dois países conheceram eventos traumáticos, uma transição para a democracia muito recente, um grande crescimento económico, crises (…) todos estes acontecimentos históricos marcam a expressão cultural da Coreia do Sul e de Portugal. Por isso é bom pô-los em contacto e permitir o diálogo entre os dois. Acho que pode ser enriquecedor” explicou.

/Lusa

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