Arqueólogos encontram mansão dos tempos romanos na Crimeia

(dv) Instituto de Arqueologia da Academia de Ciências da Rússia

Arqueólogos do Instituto de Arqueologia da Academia de Ciências da Rússia, descobriram nos arredores da cidade de Kerch, na Crimeia, a base de uma casa de campo da época do Império Romano, onde viveram representantes da “classe média” do Reino do Bósforo, ao realizar escavações durante construções da estrada Tavrida.

Esta casa de campo demonstra muito bem a vida quotidiana de um cidadão da classe média do Reino do Bósforo. Durante escavações, não encontramos coisas importadas caras, nem moedas de ouro ou de prata, nem artigos de luxo, mas encontramos louça, ferramentas, jóias baratas, estatuetas que serviam como ‘Barbie helenística’: eram brinquedos”, conta Sergei Vnukov, chefe da expedição do Instituto de Arqueologia da Academia de Ciências da Rússia, em comunicado.

A expedição liderada por Vnukov começou no segundo trimestre de 2017 para realizar escavações na área de construções na estrada Tavrida.

Durante as obras, a 15 quilómetros de Kerch, os arqueólogos encontraram um acampamento da época da Idade do Bronze: louça esculpida, fragmentos de ferramentas de pedra, restos de construções, sepulturas e várias figuras antropomorfas estão na lista das descobertas na zona ocidental.

Já na área oriental, os arqueólogos encontraram restos de casas, pátios e ruas, uma construção redonda semelhante a uma torre, restos de várias construções da época medieval e sepulturas de diversas épocas.

De acordo com o cientista, grande parte das construções foi danificada durante a época soviética.

Vnukov explica que as bases das construções são do século I da era comum. Naquela época, o território era ocupado pelo Reino do Bósforo.

“Aqui viviam proprietários não muito ricos, ou arrendatários, da classe média. Tinham vários escravos ou pagavam por trabalhadores braçais para exploração agrícola do solo”, acrescentou Vnukov.

Durante as escavações, foram encontrados vários fragmentos de vasos de cerâmica da época romana, vários elementos de estatuetas terracotas e jóias. Além disso, também foram encontradas candeeiros de cerâmica, um deles com a imagem de um centauro.

Além disso, os arqueólogos encontraram artigos pessoas dos antigos moradores da região, bem como moedas dos séculos I e II.

PARTILHAR

RESPONDER

Foi a escuridão (e não o frio) que ditou a extinção dos dinossauros

Uma nova investigação sobre o asteróide que causou a extinção dos dinossauros sugere que foi a escuridão, ainda antes do frio, que ditou o fim destes animais. De acordo com a nova investigação, cujos resultados foram …

34 anos depois, dados da Voyager 2 revelam mais um segredo de Urano

Mais de 30 anos depois, os dados da Voyager 2, que sobrevoou o planeta em 1986, permitiram aos cientistas da NASA desvendar mais um segredo de Urano. Em janeiro de 1986, a Voyager 2 sobrevoou Urano. …

Está a nevar em Plutão

Em julho de 2015, a sonda New Horizons da NASA concluiu uma longa e árdua jornada pelo Sistema Solar, viajando a 36.000 mph durante nove anos e meio. Toda a missão focava-se em mapear a …

Cientistas dão um importante passo na criação de uma Internet quântica segura

Uma nova investigação da Universidade de Harvard e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, nos Estados Unidos, revelou o elo que faltava para termos uma Internet quântica funcional e prática: uma forma de corrigir os …

Os pedregulhos de Bennu brilham como faróis para a Osiris-Rex da NASA

Este verão, a sonda OSIRIS-REx empreenderá a primeira tentativa da NASA de tocar a superfície de um asteroide, recolher uma amostra e recuar em segurança. Mas, desde que chegou ao asteroide Bennu há mais de …

Cidades subterrâneas podem ser um bom refúgio para futuros desastres

Especialistas ouvidos pelo portal One Zero acreditam que cidades subterrâneas podem ser um bom refúgio para populações que possam vir a enfrentar desastres naturais no futuro potenciados pelas alterações climáticas. À medida que os desastres naturais …

Descobertas três novas espécies de pterossauro em Marrocos

Cientistas encontraram três novas espécies de pterossauro, que viveram no deserto do Sahara, há 100 milhões de anos, em Marrocos. De acordo com o site EurekAlert!, estas três novas espécies de pterossauro faziam parte de um …

Texto português do século XVI mostra eficácia da quarentena

Um especialista australiano descobriu num texto português do século XVI uma prova de que a quarentena ou o isolamento podem impedir a globalização de uma doença como a covid-19, que já provocou mais de 30 …

Coronavírus. Mercados chineses continuam a vender morcegos

Nem com a pandemia de covid-19 a China abre mão dos seus velhos hábitos. Embora o novo coronavírus tenha tido origem num mercado de animais exóticos, em Wuhan, muitos destes sítios continuam a funcionar normalmente …

No Twitter, o discurso de ódio contra chineses cresceu 900%

A L1ght, uma empresa que mede a toxicidade das plataformas digitais, partilhou recentemente um relatório no qual revela que o discurso de ódio contra a China e contra os chineses teve um crescimento de 900%. Donald …