Arábia Saudita autoriza pela primeira vez as mulheres a conduzir

Na terça-feira, o reino da Arábia Saudita anunciou que, a partir de junho de 2018, as mulheres serão autorizadas a conduzir no único país do mundo que impede as mulheres de conduzirem.

O rei saudita, Salman, emitiu um decreto que alegrará a muitos ativistas pelos direitos humanos no país, no qual permite que as mulheres conduzam pela primeira vez. A Arábia Saudita era, até à data, o único país que proibia as mulheres de conduzir, avança a BBC.

Na Arábia Saudita só os homens tinham autorização para conduzir e as mulheres que fossem apanhadas em público a guiar arriscavam prisão e/ou uma multa.

A comunidade internacional já reagiu à iniciativa, com o presidente dos Estados unidos, Donald Trump, a salientar o “avanço positivo” que promoverá os direitos das mulheres e António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas, a salientar o “passo na direção certa”.

Mas as reações não se fizeram sentir apenas fora do país. Sahar Nassif, empresária, mostrou-se radiante com a decisão. “Estou muito, muito animada. Vou, finalmente, comprar o carro dos meu sonhos: um Mustang descapotável! E vai ser preto e amarelo”, afirmou.

Manal al Sharif, uma das organizadoras da campanha “Women2Drive” disse acreditar que a Arábia Saudita “nunca mais será a mesma”.

O embaixador para os Estados Unidos, Khaled bin Salman, confirmou que as mulheres não teriam que ter permissão masculina para ter aulas de condução e poderiam, depois disso, conduzir para onde quisessem. O príncipe falou num “dia histórico” e numa “decisão certa na altura certa”.

Ativistas no reino da Arábia Saudita têm lutado, durante anos, pela permissão das mulheres conduzirem. Algumas mulheres chegaram a ser presas por defenderem essa liberdade e por causa dessa proibição, várias famílias tiveram que empregar motoristas privados.

Agora, os próximos passos do país são preparar o sistema para ensinar mulheres de conduzir e adaptar as forças policiais a interagir com mulheres, numa sociedade onde homens e mulheres não podem demonstrar afeto ou contacto direto.

O New York Times cita alguns oficiais e clérigos que apontam várias razões para a proibição de mulheres ao volante e que podem espelhar a mentalidade da sociedade em questão. Alguns dos testemunhos acreditam que é inapropriado uma mulher conduzir, ou que os homens não saberiam reagir ao ver uma mulher por perto.

Alguns dos clérigos acreditam que este é o primeiro passo para a promiscuidade e o colapso da cultura saudita e há até um clérigo que acredita que conduzir poderá ferir os ovários das mulheres.

ZAP //

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