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Apneia obstrutiva do sono agrava doenças cardíacas, revela estudo

A apneia, que ocorre quando uma obstrução das vias aéreas superiores causa episódios repetidos de interrupção da respiração durante o sono, é encontrada em 40% a 80% das pessoas com doenças cardiovasculares, sendo, ainda assim, pouco reconhecida e tratada.

De acordo com um novo estudo, publicado no Circulation, a apneia do sono está associada à hipertensão arterial (entre 30 a 50% dos casos); distúrbios do ritmo cardíaco (fibrilação atrial e morte cardíaca súbita); insuficiência cardíaca; doença arterial e ataque cardíaco; hipertensão pulmonar (HP) e Síndrome metabólica e diabetes de tipo 2.

A apneia do sono “pode impactar negativamente a saúde dos pacientes e aumentar a risco de eventos cardiovasculares e morte. Esta declaração é para incentivar o aumento da conscientização, triagem e tratamento apropriado”, disse Yerem Yeghiazarians, professor de medicina e de cardiologia na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos (EUA).

Ao receberem tratamento para esta condição médica, “os pacientes relatam melhor humor, menos ronco, menos sonolência diurna, melhor qualidade de vida e produtividade no trabalho”. Além disso, com os avanços no tratamento, os pacientes “não precisam mais se deslocar a um centro de estudos do sono durante a noite”, informou.

Atualmente, continuou, existem “dispositivos de sono que os pacientes usam em casa e enviam de volta ao médico para avaliação. E, embora uma máquina de pressão positiva contínua nas vias respiratórias (CPAP) seja uma forma de tratamento, existem inúmeras opções terapêuticas – desde terapia posicional e perda de peso a aparelhos orais e cirurgia – dependendo da causa e da gravidade”.

“São necessárias melhorias nas ferramentas de diagnóstico domiciliar e mais pesquisas sobre formas de identificar o risco cardiovascular em pessoas com apneia do sono. A mensagem é clara: precisamos aumentar a conscientização sobre o rastreio e o tratamento, especialmente em pacientes com fatores de risco cardiovascular”, frisou.

  Taísa Pagno //

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