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Os antigos siberianos criavam e comercializavam cães árticos

A criação e comercialização de cães árticos já era uma prática comum entre os antigos siberianos, segundo um novo estudo.

Nos dias de hoje, a criação de cães de raça para comercialização é algo comum e bastante lucrativo. Os antigos siberianos já faziam algo semelhante há milhares de anos, revela um novo estudo.

Os primeiros cães do Ártico foram domesticados há cerca de 7.000 anos, quando serviam às comunidades indígenas como cães de caça, guarda e trenó, escreve o Ancient-Origins.

Os investigadores descobriram que embora os cães siberianos tenham evoluído isoladamente, eles foram subsequentemente “criados com cães importados de outras regiões, depois comprados e vendidos”.

Em 2016, uma equipa de arqueólogos desenterrou os restos mortais de mais de 100 cães perto do Círculo Polar Ártico, na Sibéria, no sítio arqueológico de Ust-Polui.

Na altura, o investigador Robert Losey disse que os restos “cuidadosamente enterrados” de outros cinco cães mostravam que os cães siberianos serviam “como animais de estimação, trabalhadores e fontes de alimento — e possivelmente como dádivas de sacrifício em cerimónias religiosas”.

Agora, a equipa de investigadores analisou os genomas de vários cães encontrados em sítios arqueológicos na Sibéria e na Eurásia — alguns dos quais de Ust-Polui.

Os resultados do novo estudo mostram evidências de que “os cães árticos evoluíram isoladamente” e depois “foram importados da Eurásia para a Sibéria Ártica há pelo menos 2.000 anos”. O estudo foi publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

Cães siberianos datados entre a Idade do Ferro e o período medieval demonstraram um aumento no material genético de cães que vieram das estepes da Eurásia e da Europa.

Isto sugere “a importação antecipada de cães de locais distantes em rotas comerciais de longo alcance para fins comerciais”, concluem os cientistas.

A mistura de cães do Ártico com outras populações “potencialmente levou ao estabelecimento de linhagens de cães que eram adequadas para o pastoreio e também adaptadas às duras condições climáticas”, escrevem ainda os autores.

Os cães eram, por isso, “bens valiosos e foram comprados e vendidos há 2.000 anos”.

  ZAP //

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