Antigo “monstro” marinho descoberto no barco afundado de um rei

Universidade de Lund

Restos mortais do esturjão-atlântico foram encontrados num barril enterrado em lodo no casco do naufrágio.

Restos mortais de um esturjão-atlântico foram encontrados no navio naufragado do rei João da Dinamarca. O monarca tencionava utilizá-lo como arma política.

O barco de João, rei da Dinamarca entre 1481 e 1513, afundou-se em 1495, numa viagem entre Copenhaga e Kalmar, na Suécia. A embarcação foi descoberta por mergulhadores na década de 1970, mas, inconscientes da sua importância, apenas alertaram os arqueólogos em 2000.

Entre o lodo do casco do antigo navio, uma equipa de arqueólogos encontrou agora um barril que continha o esqueleto de um antigo “monstro” marinho com dois metros de comprimento, escreve o portal Ancient-Origins. Investigadores da Universidade de Lund, na Suécia, fizeram testes de ADN e concluíram que os restos mortais pertencem a um esturjão-atlântico.

O rei João da Dinamarca dirigia-se para a Suécia para se encontrar com Sten Sture, o Velho, como parte da sua reivindicação ao trono sueco. O monarca levava consigo o “gigante” esturjão-atlântico para demonstrar o seu poder e grandeza. No entanto, o navio terá pegado fogo e afundou-se nas profundezas do Mar Báltico.

O esturjão-atlântico é um peixe pré-histórico que existe há mais de 120 milhões de anos. Famoso pelos seus ovos, que são usados para caviar, este “monstro” marinho pode pesar até 72,5 quilogramas. O maior espécime alguma vez encontrado tinha 4,2 metros de comprimento e pesava 370 kg. Hoje, é considerada uma espécie em vias de extinção.

Num comunicado de imprensa divulgado pelo ScienceDaily, a líder da investigação, Stella Macheridis, disse que esta “é uma descoberta realmente eletrizante” e que foi “muito emocionante” trabalhar com o antigo monstro marinho.

Maria C. Hansson, a bióloga molecular da Universidade de Lund que realizou a análise de ADN, disse que para ela a descoberta é “de grande importância” porque oferece um vislumbre de como era o Mar Báltico antes da interferência humana.

Brendan P. Foley, arqueólogo marinho da Universidade de Lund e coordenador do projeto para as escavações, explica que este esturjão era “uma ferramenta de propaganda” que teria uma função política.

ZAP //

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