Antigo caderno de Zuckerberg revela que Facebook poderia ter sido uma “Wikipédia da vida privada”

wiredphotostream / Flickr

Mark Zuckerberg, fundador do Facebook

Steven Levy, editor da Wired, conseguiu colocar as mãos em algo que talvez nunca imaginou encontrar: um diário de Mark Zuckerberg, CEO e fundador do Facebook, datado de 2006 e que mostra algumas das primeiras ideias que tinha para a rede social.

Levy terá conseguido ter acesso a 17 páginas de um desses diários e, ao conversar com algumas pessoas que trabalharam para a empresa nos seus inícios, percebeu como estas anotações eram importantes para Zuckerberg, que costumava deixar cópias de algumas dessas páginas na mesa dos seus funcionários para que pudessem inspirar-se nas suas ideias.

De acordo com Levy, que escreve para o Wired, a maior parte do diário fala apenas sobre a rotina de estudos de Zuckerberg e da forma como utilizava o período de aulas para pensar no tipo de coisas que precisava de acrescentar ao Facebook.

As páginas estão repletas de ideias para novos produtos, fluxogramas de programação, listas de funções que deveriam ser implementadas e gráficos de crescimento.

De acordo com o CanalTech, na época, o Facebook ainda era uma rede social fechada e só podia ser acedida ao utilizar a rede de uma faculdade ou colégio – e uma das ideias que Zuckerberg mais discutia nesse período era a possibilidade de torná-la aberta para qualquer pessoa.  Outra ideia pensada na época era a implantação de um feed de notícias, que hoje existe na plataforma.

Por outro lado, nem todas as ideias foram implementadas na versão final do Facebook. Uma delas é algo que Zuckerberg chamou de “Dark Profiles”, que seria uma espécie de “página pública” para pessoas que não possuem um perfil no site – seja por falta de conhecimento do que seria a rede social ou por intencionalmente não querer participar.

Assim, tendo em posse apenas o número de telefone e o e-mail da pessoa, qualquer um conseguiria criar um perfil para aquela pessoa sem autorização. Esse perfil tonar-se-ia público e qualquer pessoa poderia atualizá-lo com informações sobre aquela pessoa, como estado civil, local de nascimento, local de trabalho e qualquer outra informação pertinente — como é possível fazer na Wikipédia.

Ainda que a rede social tenha feito alguns testes para a criação de perfis escondidos para pessoas que não estavam no Facebook, a ideia foi abandonada e não chegou a ser implementada na plataforma.

Outra história revelada pelas páginas é a lenda de Zuckerberg ter recusado uma proposta de compra do Facebook pelo Yahoo por mil milhões de dólares (equivalente a 922.230.000 euros). Zuckerberg terá concordado com a venda mas, depois, o CEO do Yahoo, Terry Semel, pediu uma renegociação do valor, alegando que a empresa tinha perdido muito dinheiro com a desvalorização das ações. Foi esse pedido de renegociação que fez com que Zuckerberg desistisse da venda.

De acordo com Levy, a maior parte dos cadernos e diários de Zuckerberg do começo do Facebook foram destruídos por questão de privacidade.

ZAP //

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