Amazon despede funcionários que apoiaram “coletes amarelos” em França

Vários funcionários da empresa Amazon que manifestaram apoio aos protestos dos “coletes amarelos” foram demitidos recentemente em França.

A gigante da Internet critica uma “falta grave” na obrigação de lealdade, por terem encorajado ou participado de bloqueios contra o próprio empregador.

Foram dois casos em Lille, no norte da França, e um terceiro em Montélimar. De acordo com as cartas de demissão que receberam, publicadas pelo jornal Le Parisien, os empregados demonstraram “comportamento em oposição total aos valores da empresa”. Um deles decidiu fazer uma queixa na justiça.

Em 22 de novembro de 2018, o agora ex-funcionário disse: “Francamente, estão a ir bem, não desistam, na sexta-feira será Black Out Friday, não parem. Unirei-me a vocês quando não for trabalhar, bloqueiem tudo.”

Para um responsável do Conselho Geral do Trabalho (CGT) da cidade de Montélimar, demitir um funcionário por declaração nas redes sociais é um facto inédito no país.

“Já ouvi falar de casos em que as pessoas tiveram que prestar esclarecimento porque foram denunciadas por colegas. Mas desta vez aconteceu em dois lugares diferentes e parece-me que membros dos Recursos Humanos espreitaram os perfis dos trabalhadores no Facebook”, disse.

Em Montélimar, o clima de medo instalou-se. Diversos trabalhadores fecharam os seus perfis no Facebook para impedir que o serviço de Recursos Humanos espiasse as suas publicações. Para Avi Bitton, advogada especializada em direito do trabalho, a lei está do lado dos funcionários.

“É o empregador que deve apresentar provas de que o trabalhador cometeu uma falta grave. Mas, tratando-se de mensagens nas redes sociais, é complicado. Outra dificuldade é que a empresa ataca liberdades fundamentais, como se manifestar ou fazer greve”, explica Avi Bitton.

Um apelo à greve para o dia 5 de fevereiro foi lançado pela CGT, pelo sindicato Sud-Solidaires e por “coletes amarelos”, em apoio aos funcionários despedidos. Amazon, até ao momento, disse que os seus contratados “estavam livres para participar ou expressar simpatia a um movimento”, mas “respeitando as suas obrigações” com a empresa.

// RFI

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