Alguém apostou no Placard num café fechado. Santa Casa perdeu dois milhões de euros

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(dr) Jogos Santa Casa

Durante quatro dias, a Santa Casa da Misericórdia registou o valor de dois milhões de euros em apostas, a partir de um café encerrado em Odivelas.

Entre 9 e 12 de fevereiro, alguém apostou dois milhões de euros no Placard num café na antiga freguesia de Famões, no concelho de Odivelas, fechado ao público.

De acordo com o jornal Público, perante a deteção de um “volume anómalo de apostas” nesses quatro dias, “o Departamento de Jogos da Santa Casa acionou de imediato todos os procedimentos e mecanismos necessários, incluindo a suspensão cautelar do terminal em causa”.

O estabelecimento em causa é o Café Casal, na localidade de Casal Silveira. No ano passado, os anteriores donos, com 79 e 81 anos, decidiram colocar à venda as quotas da sociedade e, ao fim de seis meses, em fevereiro, apareceu um comprador.

Virgílio Pereira contou ao Público que, três dias depois da escritura, a 9 de fevereiro, esteve no café, com os três homens que compraram o estabelecimento, a fechar as contas e a explicar o funcionamento dos códigos necessários para fazer as apostas.

Porém, os indivíduos “sabiam mexer muito bem no sistema” e um deles fez um pedido de 2.400 euros em raspadinhas, contou Virgílio Pereira, que sabe que estas não foram entregues porque quando lá foram os correios, não estava ninguém para as receber.

O anterior dono explicou que, para se poder fazer apostas num valor tão grande e em tão pouco tempo, é preciso usar os códigos e vários números de contribuinte. Além disso, os mediadores têm de entregar o que recebem dos jogos na semana seguinte ao registo dos mesmos.

Assim, a Santa Casa devia ter recebido dois milhões de euros no dia 18 de fevereiro. A Santa Casa confirmou que já fez queixa às autoridades. Fonte próxima do caso disse que, com este montante de apostas, houve prémios que já foram levantados.

Desde o dia 10 de fevereiro e pelo menos até esta quinta-feira, o estabelecimento esteve encerrado. Sobre o paradeiro do novo dono, identificado como Hélder Andrade, não há rasto.

Segundo os documentos que apresentou na escritura da compra das quotas da sociedade do café, é natural de Vila Nova de Monsarros, concelho de Anadia. Porém, na morada que deu, o código postal não corresponde à rua e indicou apenas a estrada municipal sem número de porta.

  ZAP //

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