Agressores de porteiro de Villas-Boas apanham até 6 anos de prisão

Fernando Veludo / Lusa

O presidente do FC Porto, André Villas-Boas

Os quatro jovens que, em novembro de 2023, agrediram o vigilante do condomínio onde vive o presidente do FC Porto André Villas-Boas foram condenados a penas entre os quatro e seis anos de prisão efetiva.

Um dos arguidos foi condenado a quatro anos e seis meses, outro a cinco anos e seis meses e os restantes a seis anos de prisão efetiva.

Durante a leitura do acórdão, que decorreu no Tribunal São João Novo, no Porto, o presidente do coletivo de juízes explicou que as penas são todas efetivas porque as agressões ao zelador do condomínio onde vive André Villas-Boas “não são toleráveis”.

“O grau de intensidade da violência exercida sobre a pessoa ofendida não é tolerável, não podemos tolerar isso, por isso, a mensagem tem de ser firme”, afirmou o magistrado.

Segundo a acusação, os quatro suspeitos, entre os 18 e 22 anos, combinaram entre si na madrugada de 22 de novembro de 2023, de se apropriarem “do máximo” de objetos e dinheiro que conseguissem e vandalizar carros e lojas comerciais na cidade do Porto “recorrendo mesmo a agressões físicas”.

Desta forma, em vários locais do Porto, em especial na zona da Foz, os arguidos apoderaram-se de bens e dinheiro do interior de dois estabelecimentos comerciais e de vários automóveis, além de os danificarem com recurso a um martelo, salienta.

Ainda durante essa madrugada, os suspeitos deslocaram-se até à residência do agora presidente do FC Porto, André Villas-Boas, que à data dos acontecimentos era candidato à liderança da presidência dos ‘dragões’, e agrediram o zelador do condomínio e furtaram-lhe o telemóvel e carro que usaram para praticar alguns dos furtos, explicou.

O que sofreu Avelino Teixeira

Em fevereiro passado, em tribunal, Villas-Boas contou que na madrugada de 22 de novembro de 2023 encontrou o seu porteiro “todo ensanguentado e atordoado”, depois de ter sido violentamente agredido.

Villas-Boas contou que, depois de encontrar o vigilante agredido no exterior da casa, o levou para o interior e lhe prestou os primeiros socorros até à chegada da ambulância. “Perguntei o que tinha acontecido, mas ele não conseguia dizer, só que tinha sido agredido”, acrescentou.

Sobre como encontrou o zelador, Villas-Boas relatou que eram 4h30 quando ouviu a campainha e foi ver o que se passava, sendo o zelador que estava a pedir ajuda.

À porta de casa estava uma enorme poça de sangue, uma garrafa de “whisky” vazia e um casaco branco, descreveu, frisando que o carro do vigilante tinha desaparecido.

Na primeira audiência de julgamento, o vigilante, Avelino Teixeira, salientou ter ficado com sequelas físicas e psicológicas na sequência das agressões, das quais não se recorda.

O vigilante, de 65 anos, disse que não se lembra de ter sido agredido, nem por quantas pessoas, sabendo do que aconteceu pela mulher quando acordou no hospital.

Na sequência das agressões, Avelino Teixeira explicou ter sofrido múltiplas fraturas, nomeadamente no nariz, olhos e costas, passando, desde então, a ser seguido nas especialidades de cirurgia maxilofacial, neurologia, oftalmologia e neurologia.

“Fiquei com problema visuais, com uma espécie de sombra nos olhos, sobretudo no esquerdo que me incomoda muito”, sublinhou.

E, a somar a isto, passou a tomar medicação diária, ficou receoso, intolerante e ansioso, vincou.

Avelino Teixeira referiu ainda que o carro acabou por aparecer “mal estimado”, um mês depois, ao pé de sua casa, sem bateria, rádio, isqueiro, para-choques e óticas partidas.

No âmbito desta operação, apelidada de Zelador, e que teve início em novembro de 2023, a PSP aprendeu um automóvel, um motociclo, diversos telemóveis, peças de vestuário, equipamentos e ferramentas.

ZAP // Lusa

Deixe o seu comentário

Your email address will not be published.