Já há acordo sobre muro exigido por Trump (mas novo shutdown “depende dos democratas”)

Oliver Contreras / EPA

Negociadores democratas e republicanos anunciaram terem alcançado um princípio de acordo sobre o muro que Trump reivindica na fronteira com o México, mas cuja verba está longe daquela reclamada pelo presidente dos EUA.

Os representantes dos dois partidos, segundo fontes citadas pelas agências noticiosas Associated Press e Efe, terão chegado a um entendimento provisório que prevê uma verba próxima dos 1,3 mil milhões de dólares (1,2 mil milhões de euros) para construir 88,5 quilómetros de muro, longe dos 5,7 mil milhões exigidos e que motivaram a maior paralisação parcial dos serviços federais nos EUA, que durou 35 dias.

Trump disse aos seus apoiantes em El Paso que o seu Governo já construiu “uma grande parte” do muro e que agora quer “terminar” e “rápido” aquela infraestrutura.

Contudo, a verba de 1,6 mil milhões de dólares que Trump conseguiu obter do Congresso em 2017 está a ser investida no reforço de estruturas já existentes e não para estender a vedação ao longo da fronteira.

O acordo desta segunda-feira prevê uma vedação de metal ou outros tipos de novas cercas, não uma parede betão. A vedação será construída no Vale do Rio Grande, no Texas, e o pacto inclui um montante destinado a garantir outras medidas de segurança, incluindo uma triagem avançada na entrada na fronteira.

Trump não exclui novo shutdown

O Presidente dos EUA considerou que um novo encerramento da administração federal “depende dos democratas”, ao iniciar uma visita à fronteira com o México em plena campanha pela finalização da construção do muro.

“Depende dos democratas”, disse Trump aos jornalistas na Casa Branca antes da deslocação, ao ser interrogado sobre a eventualidade de um novo encerramento parcial da administração federal no final desta semana.

Na sexta-feira termina a legislação que disponibilizou temporariamente fundos ao Governo em finais de janeiro, que pôs termo a uma paralisação de 35 dias de numerosas atividades da administração devido ao desacordo em torno do financiamento do muro que Trump pretende construir na fronteira com o México.

Um comité do Congresso, que inclui representantes republicanos e democratas da Câmara dos Representantes e do Senado, negoceia há duas semanas para tentar um acordo sobre imigração adstrito ao novo orçamento e evitar a repetição da paralisia parcial.

Trump criticou um plano dos democratas para limitar o número de camas que o Serviço de Imigração e Controlo de Alfândegas pode manter nos centros de detenção. “Para além de não nos quererem dar dinheiro para o muro, também não nos querem dar espaço para deter assassinos, criminosos, narcotraficantes e traficantes de pessoas”, sentenciou Trump.

O Governo de Trump pediu em janeiro ao Congresso 4,2 mil milhões de dólares (3.708 milhões de euros) para apoiar a manutenção de 52 mil camas nos centros de detenção para imigrantes, um aumento face às 40 mil atuais.

Os democratas consideram que, com esse aumento, o ICE também tenta deter indocumentados sem registo criminal e querem usar as negociações para estabelecer um limite de 35.520 camas para o restante ano fiscal, incluindo um máximo de 16.500 para os detidos dentro dos EUA.

O subdiretor do ICE, Matt Albence, advertiu que a redução de verbas para os centros de detenção seria “extremamente danosa para a segurança pública do país”.

Em conferência de imprensa telefónica, Albence confirmou que o ICE mantém sob detenção “entre 20 e 22 mil indocumentados” capturados no interior do país, “a maioria com historial criminal”, e denunciou que um corte nas verbas obrigará o seu departamento a “libertar” alguns dos detidos.

ZAP // Lusa

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